UFC, Bellator MMA e Bare Knuckle FC anunciam eventos para os próximos meses

Apesar dos casos do novo coronavírus ainda não terem diminuído significativamente em algumas nações, alguns eventos já começaram a se mover gradualmente e, espera-se, que sejam realizados com segurança já no mês de maio.

É bem verdade que os promotores se inspiram no sucesso do Beisebol, esporte que está em pleno andamento em Taiwan - mesmo com estádios vazios - mas o maior incentivo veio mesmo do presidente americano Donald Trump.
Trump quer que as ligas esportivas profissionais dos EUA retomem as suas atividades o quanto antes.
Pois para ele, retomar a disputa desses campeonatos é de grande importância para a economia do país.

-“Nós queremos ter nossos esportes de volta, é muito importante. Estou cansado de ver jogos de beisebol de 14 anos atrás. Eu não tenho tido muito tempo para assistir. Diria que eu talvez veja um rebatedor, e aí volto ao trabalho.”-disse o presidente dos EUA.

E dessa forma, algumas promoções de lutas já estão anunciando o seu retorno para os próximos meses.

O Ultimate Fighting Championship, por exemplo, já confirmou o UFC 249 para 9 de maio, bem como outros dois eventos na sequência, todos em Jacksonville, Flórida, EUA.

A Flórida se mostrou uma opção viável para o UFC depois que a WWE ( uma companhia de lutas ‘coreografadas’ de wrestling profissional ) obteve permissão no início deste mês para continuar filmando shows no seu Performance Center, em Orlando.
O governador Ron DeSantis determinou que o Telecatch é uma “atividade essencial” e, para tanto, emitiu um pedido referente aos tais ‘negócios essenciais’, que incluía “funcionários em uma produção profissional de esportes e mídia com uma audiência nacional - incluindo atletas, artistas, equipe de produção, equipe executiva, equipe de mídia e quaisquer outros necessários para facilitar a inclusão de serviços de apoio a essa produção - somente se o local estiver fechado ao público em geral.”

Essa foi a ‘deixa’ para o UFC e embora o plano da franquia ainda seja controverso em meio à pandemia global de coronavírus, recebeu o apoio total da ESPN e do prefeito de Jacksonville, Lenny Curry.

-“O esporte desempenha um papel importante na vida das pessoas e pode trazer momentos de fuga em tempos difíceis. Estamos ansiosos para trazer o UFC aos fãs novamente.”- afirmou a ESPN em comunicado.

-“A organização do UFC é uma renomada marca de entretenimento que apresentou um plano seguro e sensato para usar esse local em Jacksonville, e estamos muito felizes por ter nossa cidade destacada nacionalmente na ESPN e ESPN +.”-acrescentou o prefeito Lenny Curry.

Além disso, o presidente do UFC, Dana White, afirmou que o seu projeto “Fight Island” ( ilha da luta, em português ) também é algo real, e que seu intuito é montar o octógono mais famoso do mundo à beira-mar já no mês de junho.

Já o presidente do Bellator MMA, Scott Coker, também revelou que planeja voltar ( à principio ) em julho, em um dos lotes de estúdios de cinema de Hollywood pertencentes a sua controladora, a ViacomCBS, em Los Angeles, Califórnia, ( EUA ), e começar com eventos fechados, sem público, pelo menos nos primeiros três ou quatro meses.

-“Queremos voltar lá o mais rápido possível, mas queremos fazê-lo da maneira certa, e no momento certo. Pois a saúde e a segurança vêm em primeiro lugar.”- adiantou o mandatário da organização.

E como não poderia deixar de ser, a maior promoção de boxe ‘sem luvas’ ou “Bare Knuckle Boxing” ( como dizem os americanos ) da atualidade também estará retornando em breve.
Quem fez o anúncio foi o próprio David Feldman, presidente do Bare Knuckle Fighting Championship ( BKFC ), em suas redes sociais :

-“Meus piores dias tentando construir meu próprio negócio são muito melhores do que meus melhores dias tentando construir o de outra pessoa.
Grandes novidades sobre o BKFC na próxima semana. O retorno.”-escreveu Feldman.

*Texto do colaborador Oriosvaldo Costa. | Escrito em 25/04/2020
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Foto : O BKFC é a maior promoção de boxe ‘sem luvas’ ou “Bare Knuckle Boxing” do mundo na atualidade. ( Créditos | Cortesia : ( C ) Bare Knuckle Fighting Championship | Divulgação ).

Rebel FC quer misturar lutas nos estilos do UFC ( MMA ) e WWE ( Telecatch )

Quando se trata de artes marciais mistas ( MMA ) na Ásia, a luta pela supremacia parece estar entre o ONE Championship e o Rizin FF.

Fundado em Cingapura, em maio de 2013, o Rebel Fighting Championship ( “Rebel FC” ) é umas das principais companhias do gênero e tem como um dos seus principais objetivos trazer as artes marciais de volta ao seu local de nascimento - a China.

O último evento do Rebel FC, realizado na Rússia, no dia 11 de janeiro, foi o primeiro da franquia na Europa, com um público de 5.300 pessoas no Soviet Sports Hall, além do recorde de mais de 25 milhões de visualizações em plataformas de TV e ‘online’ na China.

Tudo isso é um bom presságio para a oferta pública inicial pendente do Rebel FC na Nasdaq. Justin Leong, 34 anos, CEO da promoção, está buscando levantar entre US $ 15 e 20 milhões.

Mas a dominação do mundo ou ser reconhecido globalmente ainda não está na cabeça de Leong. Ao menos por enquanto.

A ambição agora é reinar supremo na região, começando na China, país que ele acredita ser o lar do próximo ícone do MMA.

-“O talento, o público e a infraestrutura de mídia - a China tem tudo isso. Acredito que o futuro campeão mundial venha da China. O público na China está faminto por esses shows e queremos nos consolidar lá. A idéia é vencer na China e depois tornaremos a nossa marca global.”-disse Justin Leong.

Para tanto, a aposta do mandatário está em diversificar o seu produto.
-“Estamos procurando descobrir nossa própria identidade e ‘nicho’ neste mercado, sendo uma mistura de WWE ( World Wrestling Entertainment ) e UFC ( Ultimate Fighting Championship ).”-explicou ele, em entrevista concedida ao The New Paper, na sede do Rebel FC, no The Plaza, em Beach Road.

O objetivo é o lançamento de um ‘reality show’ na China chamado ‘People’s Champion’ ( ou “Campeão do Povo”, em português ) onde os lutadores treinam e competem para se destacar no ‘cage’ e conquistar os corações do público.

Através da competição, que será aberta aos lutadores da região, incluindo Cingapura, o Rebel FC estará procurando descobrir a próxima “superestrela” asiática das artes marciais, com o vencedor do ‘People’s Champion’ ganhando um longo contrato de luta e um pé na indústria de entretenimento da China.

-“As lutas ainda serão verdadeiras ... mas queremos que os lutadores tenham talento e elementos para contar histórias. Nosso modelo é de muita luta. Acreditamos que os lutadores precisam lutar e se divertir. Se as pessoas querem assistir aos melhores lutadores, eles  sintonizam no UFC. Então, você precisa fornecer algo diferente. Durante o programa, espero que, quando pensarmos em MMA na China ou na região, pensaremos em Rebel FC. Principalmente, queremos oferecer uma plataforma para os ginásios e lutadores.”-continuou o mandatário.

Esse empreendimento inovador só será possível graças à parceria com o famoso produtor e diretor de programas de esportes de combate da China, Sr. Zhang Nan, que faz parte da Qinghai Satellite Television, uma forte rede de televisionamento por satélite que tem 20 milhões de telespectadores e foi classificada como a principal plataforma de transmissão de esportes de combate na China em 2018.

O Rebel FC se tornará assim a primeira empresa de Cingapura e país do Sudeste Asiático a produzir e transmitir um reality show de MMA na China.

Mas as novidades não param por aí.

Leong apontou o sucesso das lutas de boxe amador entre celebridades como a dos ‘YouTubers’ KSI e Logan Paul como um exemplo da mudança de cenário do público da luta.
A primeira luta entre KSI e Logan Paul em agosto de 2018 atraiu um público de 1,2 milhões de assinantes no pay-per-view.

A revanche teve uma melhor aceitação do pay-per-view na Grã-Bretanha do que a luta dos pesos pesados entre Anthony Joshua e Andy Ruiz Jr., em junho passado.

-“Isso mostra o apetite por entretenimento e lutas. Poderíamos até ter uma luta de um ‘CEO de um evento’ contra o ‘CEO de outro evento’. Queremos ter novas idéias. As outras promoções são mais focadas no esporte e acreditamos que queremos seguir mais uma rota de entretenimento.”-Leong destacou.

Embora ainda existam alguns detalhes para serem resolvidos, Leong revelou que já estava em negociações com os principais parceiros da China e espera lançar o ‘reality show’ até o final do ano.

Ele também compartilhou que o show seria modelado após a competição de canto popular, “The Voice”, bastante popular naquele país.
O dirigente também mantêm a esperança que astros do cinema de ação como Jackie Chan e Donnie Yen possam atuar como juízes do ‘People’s Champion’.

*Texto do colaborador Oriosvaldo Costa. | Escrito em 23/01/2020
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Foto : Justin Leong, CEO do Rebel FC, pretende lançar um ‘reality show’ chamado ‘People’s Champion’ até o final do ano. No flagrante, ladeado por Antonio “Bigfoot” Silva e Liu Wenbo. ( Créditos | Cortesia : REBEL FC | China Daily ).

A parceria do Rizin com o Bellator e a estreia do ex - WWE Jack Swagger no MMA

Em novembro de 2017, o Bellator fez barulho ao anunciar a contratação do ex-astro da WWE ( empresa norte-americana de luta livre profissional ) Jake Hager, conhecido como “Jack Swagger”.
Mas, apesar do que foi anunciado inicialmente, ele não estreou na promoção de Scott Coker em 2018 e, ao contrário, irá fazer a sua estreia no MMA profissional apenas em 2019.
A informação foi confirmada por um oficial do Bellator ao jornalista Ariel Helwani.

A luta acontecerá no dia 26 de Janeiro de 2019, no Bellator 214, em Inglewood, no estado americano da Califórnia, no evento que terá como combate principal a final do ‘Bellator Heavyweight Tournament’ entre o lendário lutador Fedor Emelianenko e Ryan Bader.

O ‘card’ irá ao ar na Paramount e também será transmitido no DAZN ( serviço de “streaming” de vídeo por assinatura de propriedade do Perform Group e que promete desbancar as transmissões feitas pelo sistema de pay-per-view das televisões por assinatura ao longo dos próximos anos. O serviço do DAZN é dedicado ao esporte, oferecendo transmissão ‘ao vivo’ e sob demanda de eventos de várias propriedades ).

A estreia do peso-pesado Jake Hager será diante de JW Kiser, um lutador de 41 anos, que tem um “record” de 0 vitórias e 1 derrota, o que indica que o presidente da Bellator, Scott Coker, tentou arranjar um adversário o mais fácil possível para o ex-WWE.
Hager, de 36 anos, deverá fazer seis lutas de MMA, conforme especificado em seu contrato com o Bellator.

Hager ainda tem outro show de wrestling profissional ( pro wrestling / telecatch / luta livre / puroresu ) para fazer neste sábado, e depois disso ele estará se dedicando ao treinamento de MMA em tempo integral para fazer a sua estréia profissional no ‘cage’ do Bellator.

Hager é um dos últimos pro-wrestlers a fazer a transição para o MMA. Essa lista inclui nomes como Brock Lesnar, CM Punk e Bobby Lashley.
Alguns jornalistas  sugerem que, assim como Lashley, ele também poderia alternar as suas participações no Bellator e no Pro Wrestling, dividindo a sua carreira entre o MMA e a luta livre profissional, apresentando-se em companhias independentes, uma vez que este não renovou seu contrato com a WWE.

Não custa lembrar que que Jack Swagger também foi campeão All-American na universidade de Oklahoma, em luta livre colegial.

Outra novidade, esta anunciada pelo próprio Scott Coker à ESPN,  é que o Bellator poderá trabalhar mais vezes com o evento japonês Rizin FF ao longo do ano de 2019.
A parceria entre ambas as organizações será retomada já nesse evento da véspera de ano novo, quando Darrion Caldwell, o campeão peso galo do Bellator, irá lutar contra Kyoji Horiguchi pelo título do Rizin FF.

Segundo Coker, Caldwell chegará à Tóquio como um herói disposto a roubar um novo cinturão em terras inimigas. Essa “justificativa” também será utilizada por Nobuyuki Sakakibara, presidente do Rizin, para enviar o lutador Kyoji Horiguchi ao Bellator.
O vencedor irá defender o cinturão contra o próximo candidato ao título, uma vez que defender seu território contra um invasor é um grande negócio promocional no meio das lutas.
Isso será muito importante para o Bellator e para o Rizin, pois as lutas cruzadas pelo título das promoções é exatamente o que ambas as franquias precisam agora.

Os dois dirigentes - Coker e Sakakibara - têm uma história, desde a época em que o primeiro era o chefe do Strikeforce.
E realmente, de muitas maneiras ele é a pessoa ideal para fazer algo parecido com este trabalho. Coker tem a reputação de ser um bom negociante e bem menos bombástico do que o presidente do UFC, Dana White.
O formato já funcionou para o Bellator e também deverá funcionar para o Rizin.

E, não vamos nos enganar, fazer um grande negócio do nada é essencialmente o trabalho do promotor de lutas. Às vezes,  lutas  com muito apelo “caem no seu colo”, mas na maioria das ocasiões é preciso muito trabalho duro para levar o público ao ginásio.

Os torneios são uma maneira de criar algo significativo, e tanto o Rizin quanto o Bellator já fizeram bom uso deles. Trabalhar em conjunto para criar uma luta campeão-contra-campeão é outro caminho, embora um pouco mais complicado.

E para qualquer promoção que não seja chamada de UFC, esse é o maior e mais extenuante desafio que existe.
Mas, se todos os obstáculos forem gerenciados adequadamente, eventos conjuntos como esse poderão acontecer mais vezes, o que será muito estimulante para o esporte, além de fazer frente ao monopólio no mundo do MMA.

*Texto do colaborador Oriosvaldo Costa. | Escrito em 6/12/2018
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Foto acima : Kyoji Horiguchi vs. Darrion Caldwell faz parte do bem-sucedido esforço de promoção cruzada entre o Rizin e o Bellator ( Cortesia : Divulgação / Twitter / Scott Coker ).

Abaixo : Ex-astro da WWE, Jack Swagger tem sua estreia no MMA programada para o Bellator 214, em Janeiro de 2019 ( Foto: Joachim Sielski / Bongarts / Getty Images ).

jack swagger

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