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Atleta Mulher Maravilha no Japão

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Eliete Malta Ikeda (47), atleta profissional de Corrida de Rua, em provas de meio fundo e fundo (5km a 21km), com uma carreira que reúne quase 400 pódios no Brasil, e que agora pode continuar também no Japão.

Vamos conhecer um pouco mais sobre a história desta atleta

Fale um pouco dessa relação com o esporte e como ela o ajuda?

R: Eu Amo esporte, Amo Corrida de Rua, a corrida me alivia dos stress do dia a dia, me dá sensação de liberdade, também faz esquecer dos problemas. Não se pode deixar de falar também dos benefícios com relação à saúde que o esporte proporciona.

E as competições me ajudam a ter foco, empenho, determinação e senso de superação, não somente no atletismo, como também na minha vida.

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Muita gente no seu lugar poderia desistir e deixar o esporte de lado, mas com você foi o contrário. O que a motiva?

R: Quando o problema aparece, temos que resolver e não só aceitar e pronto. Quando tenho uma dificuldade, parece que a vontade e o desafio de conseguir vencê-la fica ainda maior.

O que me faz feliz e me motiva, são as mensagens que recebo das pessoas, dizendo que sou uma inspiração para elas, tanto na corrida, como na minha luta pela vida.

São tantos carinhos, que me motivam cada vez mais a correr.

Como você começou no atletismo?

R: Eu sempre pratiquei vários esportes desde a época de escola, e sempre me destaquei nas modalidades que praticava, só que me identifiquei por Corrida de Rua.

Minha paixão por corrida surgiu, quando estudei numa escola de Ensino Fundamental em Barão Geraldo (Distrito da Cidade de Campinas, interior de São Paulo) e neste ano que estudei, a escola fez uma parceria com a faculdade Unicamp, que consistia em levar os alunos para praticar natação nas piscinas da universidade.

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O professor colocava todos os alunos para fazer aquecimento na pista de atletismo que ficava ao lado das piscinas, e então eu comecei a correr na pista, depois ia aumentando a distância aos poucos, pulando de quadra em quadra e indo até um bosquinho que fica na entrada da universidade.

Foi assim que comecei a correr. Na época tinha uns 12 anos e comecei a perceber que me trazia vários benefícios, mas corria para cuidar do corpo e saúde, nada além disso.

O que lhe motivou a ser uma atleta?

Em meados de 2002, morava na cidade de Sumaré, cidade vizinha de Campinas no interior de São Paulo, e era sócia do CRS-Clube Recreativo Sumaré. Um certo dia o gerente do clube me viu correndo pelas ruas e me convidou para fazer parte do grupo de corredores do clube, que frequentemente iam para competição em diversas cidades, mas eram um grupo de atletas amadores.

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Eu topei na hora, e já fui participar da minha primeira competição: a Corrida Integração em Campinas, uma das maiores do Estado, logo depois foi a vez da Corrida de São Silvestre em SP-Edição de 2002, mas foi na terceira competição, uma corrida na cidade de Valinhos-SP no início de 2003 que consegui o meu primeiro pódio e o meu primeiro troféu. A partir daí o clube CRS começou a me patrocinar, fui me destacando em várias corridas de várias cidades, passei depois por 2 grandes equipes de Atletismo de SP, e fui conquistando cada vez mais pódios.

Hoje tenho quase 400 pódios no meu currículo e com muitos destaques em várias competições.

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Como as pessoas próximas a observam?

R: Como símbolo de Superação, uma heroína, passando por todos os problemas e chegando onde cheguei.

No mundo do esporte todos me conhecem como Mulher Maravilha, apelido adquirido nas Corridas. E que hoje virou minha marca registrada nas competições. Não só pelo visual, mas também pela superação dos meus problemas.

Como e quando surgiu o apelido de Mulher Maravilha?

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R: Eu sempre corria e subia no pódio de faixinha na cabeça, até aí tudo bem, mas foi em 2006 na Corrida de São Silvestre que começou a história, nesta época, a corrida feminina era separada da corrida masculina, sendo a largada da feminina às 15h e a masculina as 17h. Pois bem, corri a minha prova e depois de ter terminada, coloquei a medalha no pescoço e fui acompanhar um amigo que não estava muito bem na corrida masculina.

Durante o decorrer da Prova Masculina, algumas pessoas na multidão me viram correndo junto com os homens e começaram a falar: “O que você está fazendo aí pangaré, a sua prova já acabou!”, mas o que eles não imaginavam é que eu já havia finalizado a minha Prova e de tanto ouvir a multidão falar isso, meu amigo ficou irritado, puxou a medalha do meu pescoço e começou a falar: “Olha aqui a medalha dela, ela já correu a prova feminina e está correndo novamente na prova masculina, então ela vai completar 30 km!”.

A multidão começou a falar: “Nossa! Ela é a Mulher Maravilha!”, e surgiram várias outras comparações: Mulher Maravilha, Mulher Gato, Mulher Batman (kkkk), mas o que mais se ouviu era Mulher Maravilha, e desde então começou a espalhar este apelido entre os atletas, foi se estendendo na minha cidade, na região e logo se estendeu pelo Brasil afora.

As pessoas me comparavam com a Mulher Maravilha, por causa do físico, pelo estilo do cabelo, ainda mais usando faixinha no cabelo, tanto nos treinos quanto nas competições e também no pódio, mas não me vestia de Mulher Maravilha.

Eu e meu marido nos conhecemos nas corridas, éramos amigos e a corrida nos uniu.

Meu marido, na época ainda namorados, me falou, já que te conhecem como Mulher Maravilha, porque não vestir 100% de Mulher Maravilha nas corridas.

Foi aí que ele teve a excelente ideia de me transformar em Mulher Maravilha de verdade, ele mesmo caracterizou e personalizou toda minha roupa.

O curioso é que só subia nos pódios com a minha cachorrinha Isabella, então meu marido também caracterizou e personalizou toda a roupa da Isabella de Mulher Maravilha e ela ficou conhecida no Brasil todo, como a “Wonder Dog” a Mascotinha do Atletismo.

Então agora são 2 heroínas nas corridas?

R: Não, agora são 3! Eu e meu marido ficamos noivos no pódio da Corrida do Boldrini em Campinas no ano de 2012, quase 1 ano e meio depois nos casamos e fomos comemorar a Lua de Mel, correndo a Maratona da Disney, em Orlando nos Estados Unidos.

Nas vésperas da Maratona da Disney, rodamos quase pela cidade de Orlando inteira procurando uma fantasia da Mulher Maravilha para poder correr, e quando encontramos, pensei já que me meu marido me transformou em Mulher Maravilha de fato, porque não transformá-lo em Superman? Então procuramos também pela Fantasia do Superman e também encontramos.

E na Maratona, corremos fazendo a festa, os 42km vestidos de Super heróis da Liga da Justiça, e também acabamos viramos celebridades, pois muitas pessoas queriam tirar foto conosco.

A corrida nos uniu e hoje somos conhecidos como a Família Liga da Justiça das Corridas, Wonder Woman, SuperMan e Wonder Dog.

Você mencionou superação de problema, qual foi ?

Quando tinha 11 anos de idade, fui diagnosticada com um Tumor na cabeça. Meus pais ficaram super preocupados na época.

Fui tratada no Hospital Boldrini de Câncer Infantil em Campinas –SP, pela Dra. Silvia Brandalise, e depois de várias consultas, análises e aplicações, pude ser curada do Tumor considerado benigno. Mas toda cura deve ser seguida de um acompanhamento durante vários anos.

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Você também é voluntária ? Como surgiu isso ?

Depois de alguns anos, tive uma sobrinha que teve Leucemia com 5 anos de idade, e eu ajudava a minha irmã a cuidar dela no mesmo Hospital Boldrini por onde eu já havia passado.

Nesta época o Hospital fazia algumas festinhas em datas comemorativas para as crianças em tratamento, e eu participei junto com a minha sobrinha em algumas delas.

Nas festinhas, brincava para divertir a minha sobrinha, mas também acabava divertindo as outras crianças que alí estavam.

Pedi pra minha mãe se ela podia fazer uma roupinha de palhacinha pra mim, para usar no dia da festinha no Hospital, e então coloquei o nome na personagem de “palhacinha Deca”, pois Deca é o apelido que meu pai colocou em mim quando ainda era criancinha, essa foi uma homenagem aos meus pais, que lutaram muito por mim. Acabei ficando muito conhecida entre as crianças nas festinhas do Hospital, e agora também me visto de “coelhinha da Páscoa”, “mamãe noel”, “noivinha caipira”, “caipirinha” e “Mulher Maravilha”.

Depois que casei, meu marido também me acompanha no voluntariado como Superman, e até a Isabella também ia de Wonder Dog, encantando todas as crianças.

Nas festinhas do Hospital, quando falo para os pais das crianças sobre a minha história como ex-paciente do Boldrini e pela minha cura, eles ficam super felizes e bem otimistas.

Enfim, fazem 21 anos que sou voluntária do Hospital, levando alegria para as crianças em tratamento e também acabo me divertindo bastante.

Depois do problema resolvido, foram só alegrias ?

Bom, não foi bem assim, depois de 27 anos, completamente curada, sentia algumas dores do lado esquerdo do rosto e achava que era o nervo de um dente, mas descobri que estava com um outro Tumor no seio da face esquerda, no Nervo Trigêmeo. Um novo susto !

Em 2012 fiz a cirurgia para extração do Tumor e fazer a biopsia, que resultou em um Tumor Benigno, mas continuava sentindo dores meses e anos depois. Em 2015 consultei um outro médico que analisou as imagens pós-cirúrgicas, pediu novos exames e constatou que o Tumor ainda estava lá e que não havia sido retirado, ou seja, o médico que fez a cirurgia havia me enganado dizendo que tinha extraído o tumor.

Então em 2015, recebi a notícia que tenho que passar novamente por uma outra cirurgia de retirada do mesmo Tumor.

Fiquei por um certo tempo pensando e tomando coragem para fazer a cirurgia.

Nesse meio tempo, no segundo semestre 2016, comecei a sentir algumas coisas estranhas nas Competições, sentia muita falta de ar, uma pressão no peito, as vezes algumas tonturas no meio da Corrida e quando terminava de competir já ia direto para o socorro dos paramédicos nas Competições, ficava lá até me recuperar, até então não sabia de nada que estava por vir, continuei competindo e passando mal, comecei a desconfiar que não estava bem e que não se tratava apenas de um mal-estar ocasional, porque conhecemos nosso corpo e suas limitações, ainda mais eu que sou Educadora Física e tenho conhecimento em estudos do Corpo Humano. Passei por vários médicos, fiz vários exames e não aparecia nada, mas só quando fiz o Exame de Ergoespirometria que acusou Arritmia, porque este exame faz até a exaustão, exatamente como se estivesse numa Competição, ou seja, exatamente quando estava passando mal no pico do esforço.

Confesso que fiquei assustada porque não esperava que fosse arritmia, pois todos meus exames do Coração deram sempre normais, mas era a parte elétrica do coração. O médico deu 2 opções: parava de correr ou fazia cirurgia. É lógico que faria a cirurgia, pois eu tenho praticamente uma vida inteira no Atletismo. Aliás, agora já estava acumulando 2 cirurgias.

Quando fui numa consulta do Hospital Dante Pazzanese em São Paulo, ao sair do hospital recebo a notícia que minha cachorrinha Isabella a “Wonder Dog” morreu, meu Deus, foi a pior notícia da minha vida, eu levei um baque tão grande que desmaiei no meio da rua, quando acordei, queria que fosse mentira, mas era verdade.

Depois deste dia eu desisti de fazer cirurgia, eu pensava só em morrer, fiquei completamente sem chão, fiquei deitada na cama, não queria mais comer, eu queria morrer, pois perdi a minha filhinha de 4 patas (lágrimas), fiquei 5 dias sem comer e só levantei pra comer, porque o meu marido cuidou de mim e chorava me vendo naquela situação e falava que não ia deixar eu morrer, pois a Isabella também não ia querer isso, só voltei a comer, por causa dele que não deixou eu cometer qualquer besteira, porque para mim, meu mundo não fazia mais sentido.

Depois de alguns meses de muita dor e sofrimento, chorando todos os dias, e com o apoio do meu marido e de várias pessoas aos quais sou imensamente grata, resolvi voltar ao médico pra marcar a cirurgia, a Isabella sempre amou subir no pódio comigo e com certeza, ficaria muito feliz de me ver fazer o que mais gosto de fazer, fiz primeiro a cirurgia do Coração (Ablação Cardíaca) no meio de 2017 e depois de 1 mês voltei para as Competições e na Corrida do Boldrini, eu só não subi no Pódio, pois por incrível que pareça eu errei o percurso, porque estava muito emocionada com meu retorno, já em todas as Provas seguintes peguei Pódio.

Em 2018, estava novamente na mesa de cirurgia para a retirada do Tumor no Seio da Face, agora por outro médico e por um outro método. A cirurgia foi um sucesso e o médico me garantiu mostrando nas imagens que agora o problema foi resolvido.

Só que desse tumor não tenho coragem contar para os pais das crianças do Hospital Boldrini, para não tirar as esperanças de cura das crianças, mesmo que não tenha nada a ver com o Tumor que tive quando era criança.

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Foto de Homenagem pra Wonder Dog Isabella.

Quanta aventura radical, e agora está tudo ok ?

Bom, após a cirurgia do Coração, voltei a sentir alguns sintomas que estava sentindo antes, mas em uma intensidade menor, de acordo com os médicos, não tem mais arritmia, mas ainda está sob investigação para saber o que pode estar provocando isso.

Mesmo assim, ainda continuo conseguindo pegar pódio nas competições.

E uma das mais significativas Provas que fiz nestas condições, foi a “Corrida da Mulher Maravilha” da DC Comics em São Paulo, correndo com um Aparelho chamado Holter (gravando 24 horas de frequência cardíaca contínua), para analisar o registro de qualquer problema no esforço em ritmo de competição, toda cheia de fios e eletrodos grudados nos pontos do Coração. Senti aquele mal-estar, então diminuía um pouco o ritmo para recuperar e voltava a acelerar, administrei isso no limite várias vezes para me manter competitiva e consegui pegar o Pódio chegando em 3o. lugar na classificação geral feminina. Chorei, chorei, chorei de Emoção no pódio, pois dediquei a vitória e o troféu para a Isabella (Wonder Dog).

E o Japão ? Quando chegou aqui ?

Em 2019, já com um certo planejamento, viemos para o Japão e no mesmo ano participei da primeira Corrida no Japão na “Maratona de Toda” em Saitama e fui Vice-Campeã Geral Feminino na Corrida de 5km. A estrutura de Corridas e Eventos no Japão é bem diferente em comparação ao Brasil, e ainda preciso me adaptar a estas diferenças.

Entramos em 2020, e logo surgem os primeiros casos de COVID-19. Como precaução, suspendem todos os tipos de eventos esportivos e também o maior deles, as Olimpíadas de Tokyo. Devido a pandemia, até hoje ainda não tem liberação de Competições Esportivas, com exceção de raras, controladas e limitadas competições.

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Quais os seus objetivos aqui no Japão ?

Com um pouco mais de 1 ano por aqui, percebi que o Japão é um país surpreendente, bem organizado e com muito respeito ao próximo. O Espírito esportivo está presente nas pessoas e espalhados por diversos esportes. Devido ao esforço de todos, das prefeituras, instituições, empresas, e das pessoas em geral de diversas idades, existem diversos locais, parques, academias, ruas, ciclovias disponíveis e bem preservados para quaisquer pessoas que queiram praticar o esporte que desejam.

Pretendo continuar meu trabalho na área esportiva dando aulas aqui no Japão, passando todo meu conhecimento adquirido durante anos na carreira esportiva, exercendo a minha formação de Educadora Física e fazendo a diferença na saúde e bem estar de toda uma população.

Também pretendo continuar competindo profissionalmente nos eventos de Corrida, me adaptando ao estilo do Japão e partindo em busca de patrocínios e consequentemente em busca de pódios, dedicando é lógico, as vitórias sempre para a Wonder Dog Isabella.

Quero também continuar meu trabalho de Voluntariado, são mais de 21 anos dedicando as crianças, com muito Amor e Alegria, levando diversão, Motivação e Esperança para Cura, sendo eu uma Ex-paciente 2 vezes curada

Que tipo de mensagem pode deixar para as outras pessoas que ainda não conseguiram se dedicar de corpo e alma a um esporte.

R: Toda pessoa tem capacidade de superar e alcançar os seus objetivos, basta começar e se dedicar. Um passo de cada vez. E quando menos se espera, o esporte já faz parte de você.

O Esporte traz alegria e felicidade, desenvolve a força interna e cria dentro de todos uma sensação de que podemos superar as maiores adversidades de nossas vidas, da mesma forma que superamos cada kilometro percorrido nas corridas. O esporte cura todos os males, tanto físicos, como mentais e emocionais.

PS: Nós somos os Super Heróis Mulher Maravilha e Superman do Brasil, agora Também somos do Japão, nossas duas casas que Amamos, sempre Salvando o Mundo com nosso Super poderes do Sedentarismo, Motivando e levando Alegrias

Várias Mídias no Brasil fizeram matéria minhas divulgando meu trabalho, tanto televisiva como Globo Nacional, Globo local, Fantástico entre outros, Rede Record Nacional, Rede Record local, Esporte Fantástico entre outros, Rede TV, SBT, TV Bandeirantes, TV Pé de Figo Valinhos, TV Sol Comunidade Indaiatuba, vários programas de Rádios, CBN Campinas (Radio Globo), Radio Nova Sumaré, Radio Nova Aliança, Radio Morada do Sol Litoral, Várias matérias em Jornais Expresso, Várias Revistas Esportivas.

Galeria de fotos

Agradecimento:

 

Quero agradecer a Connection Japan e Mokuhyou Shinbun por Reconhecimento do meu Trabalho e a Divulgação, e pela oportunidade de mais pessoas Conhecerem minha História de Vida Esportiva e Superação.

Minhas histórias nas mídias abrem portas para futuros, patrocinadores e também para pessoas que ficarem interessadas de contratar um Trabalho de Personal Trainer. Tanto futuros patrocinadores como as pessoas interessadas no meu trabalho, me encontram nas minhas redes Sociais

 

Meu Canal do Youtube: MulherMaravilha WonderWoman

https://www.youtube.com/user/Eliete582

Minha página do Facebook: Eliete Malta Ikeda

https://www.facebook.com/eliete.ikeda.5

Minha Página do Instagram: @elietemalta.mmaravilha

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Minha página do Twitter: @ElieteMaltaMMWW

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Pagina no TikTok:

https://www.tiktok.com/@eliete.malta?

Links de Matérias:

Matéria no Esporte Fantástico falando um pouco sobre meu apelido da Mulher Maravilha:

Matéria EPTV (Globo) Corrida Integração 26/ 09/ 2015:

Atleta Eliete Malta - Mulher Maravilha - Matéria TVB Record Campinas:

Atleta Eliete Malta - Mulher Maravilha - Reportagem TVB Make Up Run 2016:

Noivado no pódio da Corrida do Boldrini:

Comemorando a Lua de Mel na Maratona da Disney:

Atleta Eliete Malta - Mulher Maravilha - Carinho das pessoas:

 

Alguns vídeos do Voluntariado:

Atleta Eliete Malta - Mulher Maravilha - Casamento Caipira na festa junina - Hospital Boldrini.

Mulher Maravilha (atleta) Palhacinha Deca "De Uma Mãozinha Pro Boldrini" 2013.

Mulher Maravilha (atleta) Palhacinha Deca "De Uma Mãozinha Pro Boldrini"2013 Ilariê:

Palhaça Deca "De uma maozinha para o Boldrini 2012" 1º parte:

Palhaça Deca "De uma maozinha para o Boldrini 2012" 2º parte:

Mulher Maravilha - Atleta Eliete Malta - Festa de Natal o Boldrini 18-12- 2014:

Atleta Eliete Malta - Mulher Maravilha - McDia Feliz 2015 (Com a Wonder Dog):

Atleta Eliete Malta - Mulher Maravilha - McDia Feliz parte 3 - 27-08-2016 (Com a Wonder Dog):

Atleta Eliete Malta - Mulher Maravilha - Farra no elevador pós competição "kkkkk".

 

Essa é para descontrair, fazendo o maior Sucesso na Disney "kkk".

Mulher Maravilha (Atleta Eliete Malta) danca no Animal Kingdom Disney Orlando 2014:

Isabella Mascotinha do Atletismo Brasileiro corrida de rua, matéria dela para a Record Nacional:

Atleta Eliete Malta - Mulher Maravilha - Uma Homenagem a Nossa Maior Motivação! Wonder Dog Isabella:

 

Pagina da Isabella do Facebook:

Wonder Dog Isabella - Facebook.

Fonte é créditos: Eliete Malta Ikeda (Mulher Maravilha) - Atleta Profissional.

Bacharel e Licenciada em Educação Física.

E-mail:

Confira o novo ‘card’ do Deep Jewels 29 que será realizado em Tóquio, Japão

O Deep Jewels 29 está programado para o dia 23 de julho no Shinjuku Face e, com a flexibilização das restrições no Japão, os ingressos já estão esgotados, uma vez que os eventos de artes marciais mistas já podem comportar uma parte do seu público.

Mas não custa lembrar que a distribuição do evento ainda será feita através do sistema de Pay-Per-View do “SPWN”, operado pela Barusu Co. Ltd., onde depois de se registrar como usuário, os fãs que não compraram ingresso poderão pagar para visualizar o show do conforto de suas casas.

O evento - que foi remarcado da data estipulada anteriormente - será encabeçado por uma luta pelo título entre Asami Nakai e Miki Motono.

Alguns dos outros destaques do ‘card’ são Shizuka Sugiyama, que terá uma nova adversária em sua luta de MMA, e ‘King Reina’ Miura, que estará competindo em uma luta de Kickboxing.

Sugiyama ( 18-6-1 ) deveria enfrentar Kano Kagaya, mas esta foi substituída por Mika Arai ( 4-2 ). Ela não luta pela promoção desde 2018 e vem de derrota por finalização para Ji Yeon Seo no Double G 3, realizado na Coréia do Sul, no ano passado.

Já ‘King Reina’ Miura estará competindo no Kickboxing, como dito anteriormente. A veterana do MMA lutará com Marina Kumagai em uma luta na categoria peso galo.

Além disso, outras três lutas foram anunciadas na divisão de peso super átomo ( 49kg ).

Pan Hui, lutadora originária da China, mas que atualmente está sediada no Japão, terá pela frente a japonesa Otoha Nagao.

Nas outras lutas, Hikaru Aono enfrenta Lion Noda, enquanto Sakura Mori lutará com Mayu Kawanishi, que está invicta como amadora e fará a sua estréia como profissional de MMA.

Deep Jewels 29
23 de julho de 2020
Shinjuku Face
Tóquio, Japão

Asami Nakai x Miki Motono ( pelo título vago do peso-palha )
Shizuka Sugiyama x Mika Arai ( peso-galo )
Kickboxing: Reina Miura x Marina Kumagai ( peso-galo )
Hikaru Aono x Lion Noda ( peso super-átomo )
Sakura Mori x Mayu Kawanishi ( peso super-átomo )
Pan Hui vs. Otoha Nagao ( peso super-átomo)

( *o ‘card’ é sujeito à alterações )

*Texto do colaborador Oriosvaldo Costa. | Escrito em 17/07/2020
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Foto acima : O Deep Jewels é o maior evento de MMA feminino do Japão na atualidade. ( Créditos | Cortesia : ( C ) Deep Jewels | ( C ) Deep Impact | Divulgação ).

Abaixo :  Shizuka Sugiyama terá nova adversária, Mika Arai. ( Créditos | Cortesia : ( C ) Deep Jewels | ( C ) Deep Impact | Divulgação ).

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Temporadas de Baseball e Futebol no Japão poderão ser reiniciadas no final de abril

Na semana em que as Olimpíadas de Tóquio foram oficialmente adiadas - para acontecer, no mais tardar, no verão de 2021 - médicos especialistas sugeriram a possibilidade das principais temporadas de Baseball e Futebol do Japão serem retomadas já no final do próximo mês.

O Nippon Professional Baseball Organization e a J.League receberam conselhos de especialistas médicos durante a quarta reunião do painel conjunto formado para avaliar os impactos da pandemia de coranavírus.

Mitsuo Kaku, professor de controle e prevenção de infecções da Universidade Médica e Farmacêutica de Tohoku, disse que as autoridades esportivas devem estipular, à princípio, uma data para o final de abril.

-“Há um mês até o recomeço dos jogos, então eu gostaria que eles se preparem o máximo possível, enquanto observam a situação”.-disse Kaku.

Por isso que ambas as ligas - que tinham como objetivo um retorno das suas temporadas no início de abril - agora terão que adiar um pouco mais.

As partidas estão suspensas desde o final de fevereiro, em meio à ameaça do vírus causador da pneumonia.

O comissário do Nippon Professional Baseball, Atsushi Saito, disse que a revisão do cronograma será positivo. O NPB deverá iniciar a sua temporada em 24 de abril.
O Nippon Professional Baseball ( NPB ) foi fundado em 1950 e é a liga esportiva mais popular no país.

Já o presidente da J-League, Mitsuru Murai, afirmou que as partidas da primeira divisão serão retomadas no dia 9 de maio.

Os jogos da segunda divisão serão retomados em 2 de maio, enquanto a terceira divisão, que ainda não havia começado, deverá ter início em 25 de abril. São 56 clubes ( nas três divisões ).

Os dirigentes disseram que as datas foram adiadas, pois estavam tomando providências e adquirindo equipamentos suficientes e necessários para as medidas de segurança, como dispositivos de medição de temperatura.

Ainda como parte das medidas adicionais para impedir a disseminação do coronavírus, a liga adotará uma política de manter partidas com meia capacidade do público ou menos, a fim de evitar aglomerações nos locais.

Outras ligas esportivas importantes no Japão também tem sido afetadas, como a Japan Rugby Top League, que cancelou o restante da temporada 2019-2020.

*Texto do colaborador Oriosvaldo Costa. | Escrito em 27/03/2020
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Foto : O Baseball é o esporte mais popular e assistido no Japão. A NPB também é muito respeitada fora do país. ( Cortesia | Créditos ( C ) Nippon Professional Baseball ( NPB ) | Pinterest | Getty Images ).

Atividade em fábricas no Japão aumentou em março

O ritmo aumentou com a perspectiva de uma recuperação econômica global e países iniciando as vacinações contra Covid-19.

Uma expansão da atividade em fábricas no Japão tomou o ritmo em março, mostrou uma pesquisa do setor privado na quarta-feira (24), auxiliada pela perspectiva de uma recuperação econômica global enquanto um crescente número de países inicia as vacinações contra Covid-19.

Entretanto, o setor de serviços continuou enfrentando dificuldades, com empresas sofrendo com o golpe do coronavírus mesmo após o governo ter suspendido o estado de emergência na região de Tóquio.

O índice do au Jibun Bank Flash Japan Manufacturing Purchasing Managers (PMI) aumentou de 51.4 em fevereiro para 52.2 em março ajustado sazonalmente.

Isso significa que a atividade de fabricação ficou acima do limite de 50.0 que separa contração e expansão, pelo segundo mês consecutivo.

A pesquisa PMI mostrou que a atividade foi auxiliada pela crescente produção e novos pedidos. Pedidos futuros, os quais que mostram expectativas de crescimento das empresas para o ano à frente, também continuaram fortemente positivos.

“Sentimentos positivos se originaram da expectativa de que tanto as suspensões do estado de emergência como de restrições mais amplas, enquanto vacinações iniciam, causaria uma recuperação na demanda tanto no mercado doméstico como no externo”, disse Usamath Bhatti, economista no IHS Markit, que compila a pesquisa.

Apesar da expansão de produção e pedidos, fabricantes estavam hesitantes em contratar mais trabalhadores, reportando o terceiro mês consecutivo de cortes de empregos.

Fonte: Nippon

Tradição do dinheiro para as crianças: ‘otoshidama’

Conheça mais essa tradição de Ano Novo do Japão e saiba como se proceder e sobre a quantia em dinheiro.

Com a ocidentalização as famílias costumam trocar presentes no Natal mas não deixam de preservar a antiga tradição do otoshidama (お年玉).

A história mostra que na antiguidade o chefe da família dividia o omochi, aquele bolinho de arroz, entre os familiares, em pedaços para cada um, no Ano Novo. Com o tempo isso foi mudando para moedas – no sentido de dinheiro.

Hoje em dia a tradição continua. São oferecidos dinheiro em espécie dentro dos envelopes (pochibukuro) com a escrita お年玉. Não são compreendidos como presente, mas para seu uso pessoal ou para poupança. O importante é a intenção, pois todas as crianças ficam muito agradecidas pelo gesto.

Se tem filhos ou sobrinhos frequentando a escola japonesa pode ser que fiquem contentes em receber o envelope.

Para cada faixa etária e laços os valores são diferentes. Nesta matéria serão informados os valores médios da sociedade considerando que são crianças, filhos, sobrinhos ou netos, da família. E quando se diz crianças, incluem-se até os estudantes universitários.

Antes de mais nada a recomendação é ir a uma papelaria ou até mesmo na loja de ¥100 para comprar os envelopes. Outra dica é passar no banco e trocar as cédulas já usadas pelas novas.

Otoshidama para os filhos, sobrinhos e netos

De 0 a 2 anos: tem famílias que costumam entregar ¥1.000 mas o comum é uma moeda de ¥500. Convém guardar – muitas vezes na poupança – porque nessa tenra idade pode até nem entender

De 3 a 6 anos: o comum é uma cédula de ¥1.000 mas há quem dê até ¥3.000

Do primeiro ao terceiro ano primário: em geral costuma-se colocar ¥3.000

Do quarto ao sexto ano primário: ¥3.000 ou ¥5.000, mas jamais ¥4.000 porque não é um bom número no Japão

Ginasial: pelo menos ¥5.000

Colegial: em geral, ¥10.000

Universitário: ¥10.000 ou mais

Otoshidama para filhos de conhecidos

Em geral os valores não mudam muito dos filhos dos parentes. Mas hoje em dia não se costuma oferecer aos universitários.

Etiqueta da entrega

O envelope tem frente e verso. Em geral, na frente se escreve o nome de quem vai receber e no verso o nome de quem oferece, sempre em kanji ou katakana e na vertical. Há envelopes que vêm com o espaço para o destinatário e remetente no verso como os da foto.

Como não se sabe se receberá visitas a recomendação é deixar comprado os envelopes extras e, claro, dinheiro na carteira.

Outro detalhe importante é que mesmo sendo uma cédula nova, se não dobrá-la não caberá no invólucro. A etiqueta recomenda colocar a cédula na sua frente, com o lado direito voltado para cima e dobrar, da esquerda para a direita. 

Na era digital

No momento atual pode-se entregar, no lugar das cédulas, cartões como Quo Card ou do iTunes, Amazon e outros. Desde que não tenha o número 4 na soma, como por exemplo 4 mil, 9 mil ou 14 mil ienes, pois trazem mau agouro.

Fontes: Quo Card e O-Uccino

9 locais sagrados no Japão para bom parto e felicidade dos filhos

O maior desejo das grávidas e suas famílias é orar para que o bebê venha com saúde e segurança. E as famílias querem orar pelos filhos!

A alegria da gestação, a espera pela vinda do bebê, a expectativa de formar uma nova família e a esperança de que venha saudável. Esses sentimentos e emoções são os mesmos para a futura mamãe e para o futuro papai.

Também para os irmãos, avós e tios. Por isso, familiares e gestantes, maridos e companheiros, acompanham a mulher gestante ou a que quer engravidar para orar e pedir a proteção divina desde a hora do parto até a criação do bebê.

Que tal aproveitar o feriado de Ano Novo e fazer uma visita? Vale a pena orar, pedir, agradecer e, quem sabe, comprar um amuleto. Os templos e santuários também protegem as crianças.

*Como este ano o mundo está sofrendo com a pandemia, no Japão também é preciso tomar cuidado com as aglomerações. Evite ir nos 3 primeiros dias do Ano Novo. Ou, se for, procure manter distanciamento social e leve álcool em gel, lembrando de usar máscara.

Templos e santuários para o parto das gestantes, felicidade dos bebês e crianças.

Suitengu, em Tóquio

Suitengu (水天宮) é um dos mais famosos santuários xintoístas, protetor das gestantes, do bom parto e da vinda segura dos bebês. Tanto as gestantes visitam para agradecer pela bênção, quanto o marido ou os familiares da grávida vão comprar o amuleto, em forma de sino, de proteção.

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Foto: Suitengu, em Tóquio (HP)

Kishimojindo, em Tóquio

Este é um templo com mais de 700 anos de histórias de proteção e bênçãos. O nome Kishimojindo é o mais popular, mas o verdadeiro é Ikoyamaho Akedera (威光山法明寺). Há várias lendas sobre a deusa que segurou a árvore de gingko para dar à luz, como a da protetora das crianças. Para quem vai ter bebê em breve, para quem quer orar pelos filhos, para a segurança da família, para que os filhos cresçam seguros e para a proteção da saúde, este templo é altamente recomendado.

Amabiki Kannon, Rakuhoji, em Ibaraki

A Amabiki Kannon (deusa) é a protetora do templo Rakuho (楽法寺, lê-se Rakuhoji). O templo é datado do ano 587 e é famoso por proteger o parto e os bebês. É considerado um local sagrado e de forte energia, onde habita o deus da longevidade.

É um templo tombado pelo patrimônio histórico pelo seu valor cultural da humanidade. Fica dentro de uma bela paisagem e tem um famoso jardim de hortênsias no verão. Confira o vídeo.

Ryukoji, em Chiba

Este templo Ryuko (龍湖寺, lê-se Ryukoji), é famoso por abençoar quem deseja ser mãe, a gestante, o parto seguro e a criação dos filhos. As pessoas que vão até lá orar, pedir ou agradecer escrevem nas placas de madeira (絵馬, lê-se ema) para que tudo se concretize. A deusa é representada por uma estátua, coberta com um manto e com olhar gentil, que olha pelas crianças.

Otonashi Jinja, em Shizuoka

Esse santuário xintoísta chamado Otonashi (音無神社, lê-se Otonashi Jinja), tem a Princesa Toyotama como deusa de proteção. Como ela teve um parto suave, as gestantes vão até lá para serem abençoadas por ela. A deusa é conhecida como protetora dos bons partos e das crianças.

Koyasu Jinja, em Gifu

Fica próximo às águas termais Minami Kodakara (みなみ子宝温泉), perto da cidade de Mino. O santuário é simples mas famoso por proteger o parto e receber bem o recém-nascido. De tão famoso, as águas termais que ficam bem próximas, têm o nome que identifica o local sagrado. Toque aqui para abrir o mapa do santuário.

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Foto:  Jinja próximo às águas termais, que ficaram famosas por causa do santuário (HP).

Fujisengen Jinja, em Nagoia

Dentro do conhecido bairro Osu, o santuário Fujisengen (富士浅間神社, lê-se Fujisengen Jinja), é um local famoso na região. As mulheres e familiares vão até lá pedir a proteção da deusa, a Princesa Yasuyama, para as bênçãos do parto seguro e fácil, do bebê, do crescimento da criança e zelo para a saúde. Dentro da área também tem um maneki inari, a raposa protetora da sorte e dos negócios.

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Gokonomiya Jinja, em Quioto

Um dos pontos mais famosos pela sua água limpa, Fushimi, é onde tem templos, santuários xintoístas e fábricas de saquê. Também é onde fica esse santuário famosíssimo entre as futuras mamães e famílias. Uma das formas de ler a sorte é o adivinho da água, colocando o papel em imersão para ler a mensagem. É um local sagrado que vale a pena ser visitado.

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Foto: Fica em Fushimi, Quioto, no local onde as águas são limpas e puras (Wikipedia).

Bandaiji Kannondo, em Hiroshima

Abuta Kannon (阿伏兎観音) é a deusa deste templo, construído sobre uma rocha, de frente para o Mar do Seto. A deusa é famosa e procurada pelas futuras mamães e pelas famílias. Elas escrevem os pedidos na tabuleta de madeira que tem uma imagem de peito. Também compram amuletos para a proteção na hora do parto e receber o amado bebê.

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Foto:  Famoso templo sobre a rocha no Mar de Seto, em Hiroshima.

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Fontes e fotos: divulgação e Travel

Japão: ano fiscal e letivo começam em abril. Por quê?

Se o Ano Novo inicia em 1.º de janeiro, o novo ano fiscal do governo, das empresas, novos contratados e o período letivo, começam em abril, no Japão.

Esse calendário tem início lá atrás.

Para o governo a prestação de contas da entrada e saída de dinheiro começa em 1.º de abril e encerra em 31 de março do ano seguinte. Isso é chamado de ano fiscal. O governo e muitas empresas, cerca de 70%, ainda seguem esse calendário, desde 1886, período Meiji. A história conta que desde 1868 até a fixação desse período, foram realizadas várias mudanças de data, mas não se sabe o motivo real.

O Japão era um país agrícola. Os agricultores faziam a colheita do arroz no outono, para trocar o resultado por dinheiro depois. Após a troca por moedas, eles precisavam pagar os impostos. A maioria não conseguia fazer isso até o final do ano. Por isso, conta a história, que o ano fiscal foi mudado para iniciar em abril. Assim, todos os agricultores conseguiam pagar o que deviam para os cofres públicos até março.

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Outra versão é que o país mais avançado economicamente, na época, era a Inglaterra que já praticava o início do ano fiscal em abril. Pode ser que o Japão tenha se inspirado nela.

Em 1962, o então Primeiro-Ministro Kakuei Tanaka tentou mudar para acertar com o calendário gregoriano mas não deu certo.

O fato é que poucos dias antes de primeiro de abril os novos contratados se vestem de ternos ou tailleurs pretos, camisas brancas, para participarem da cerimônia de ingresso na empresa. É o início da carreira profissional para milhares de jovens em todo país.

Ano letivo das escolas

Até o ano 10 do período Meiji as escolas começavam seu ano letivo em datas diferentes. Afinal, as crianças eram as grandes ajudantes do trabalho na lavoura.

Em 1886, por ordem do então Ministério da Educação, determinou que as escolas passassem a realizar a cerimônia de ingresso em abril. A partir daí as escolas mudaram o calendário para unificar a data de início das aulas. Levou tempo para isso ocorrer. Foi só entre 1926 a 1989 que se conseguiu o feito.

Para acompanhar o calendário das escolas de outros países do ocidente, o Japão já cogitou mudar o início do período letivo para setembro.

No entanto, essa cultura já está tão enraizada que o povo não consegue imaginar realizando formaturas em agosto, no auge do verão.

Os países vizinhos como a China e Coreia do Sul iniciam o ano fiscal do país e das empresas no primeiro dia do ano.

Já o ano letivo na China acompanha o da maioria dos países do ocidente, em setembro. Na Coreia do Sul começa em março.

Fontes: JpnCulture, Koyomi e Nikkei

Fotos: Wikimedia e Pixabay

Por que jogar grãos de soja no Setsubun?

Setsubun é uma das festividades japonesas praticada nos lares, templos, locais públicos e até nas escolas. Compreenda o significado e como fazer com alegria!

Dia 3 de fevereiro é a data que os japoneses fazem fuku mame maki (福豆まき) ou jogam os grãos de soja torrados, de dentro de uma vasilha, para fora de casa. E o ritual deve ser feito com alegria para atrair prosperidade no mais amplo sentido da palavra.

Enquanto polvilha, pronuncia-se em voz alta fuku wa uchi, oni wa soto (福は内、鬼は外). Com essa atitude espanta os males e traz a prosperidade, sorte ou felicidade para si e para a família.

Para esse festival, você pode (ou não) se vestir de quimono e ir a um templo levando sua vasilha com os grãos de soja torrados.

O que tem a ver com Setsubun

O ato de jogar os grãos de soja faz parte das festividades de Setsubun (節分). Marca o início da primavera (立春, pronuncia-se risshun) do calendário lunar. No gregoriano seria entre os dias 4 a 8, mas no Japão foi fixado em 3 de fevereiro.

Para os asiáticos o Setsubun é de grande importância pois é o primeiro ciclo dos 24 da longitude eclíptica do sol, a 315º. É um marco de ⅛ de um ano, cerca de 45,66 dias, depois do solstício de inverno. Portanto, por volta do dia 5 deste mês, quando se inicia a primavera. Pode parecer uma incoerência, pois ainda estamos no inverno. Sim, no calendário gregoriano.

Lenda dos grãos

Ainda na Era do Imperador Uda, antes do ano 900, um demônio teria saído do Monte Kurama e destruído a capital, na época em Quioto. Ele foi contido com rezas e com os grãos jogados nos seus olhos.

Desde então, a lenda conta que os infortúnios foram afastados por conta dos grãos. 

O povo passou a acreditar que os grãos de soja têm vitalidade e servem de amuleto contra as maldições. Há uma outra linha. Diz ela que para os olhos amaldiçoados (魔目, pronuncia-se mame), ou olho gordo como se diz no português, nada melhor do que 豆 (também pronuncia-se mame), por isso, o uso dos grãos de soja.

Há regiões que antes do ritual de jogar os grãos, oferece-os no altar ou no oratório. Assim, tornam-se abençoados.

Quando se polvilha o lado de fora da casa, templos ou santuários xintoístas com os grãos torrados e abençoados, afastam-se as doenças de um ano inteiro.

Pode comer os grãos? Onde comprar?

Além de jogar ou polvilhar, há um costume de comer uma certa quantidade dos grãos torrados. A forma é bem simples, basta comer 1 a mais da sua idade. Se tem 22, come-se 23, por exemplo. Assim, estará protegido.

Se não sabe como preparar, compre os pacotinhos prontos no supermercado. Em geral está escrito 福豆 (fuku mame) no pacote.

Além desses rituais, procure preparar pratos à base de feijão ou de soja no dia. Todo tipo de feijão é bem-vindo.

Divirta-se no Setsubun!

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Fotos: Asahi e internet

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