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Items filtered by date: Sexta, 02 Julho 2021

Destroços de uma aeronave dos Estados Unidos, de 1943, usada durante a Segunda Guerra Mundial, foram encontrados na Baía do Tubarão, no município de Humberto de Campos, cidade a 153 km de São Luís e localizado no norte do Maranhão.

O achado histórico e inusitado aconteceu durante uma oficina ministrada pela Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária do Maranhão (Setres), na última semana. A aeronave caiu há 78 anos no litoral maranhense.

Os destroços são parte do avião tipo Bombardeiro B-25, que fazia rota entre África e o Brasil. A aeronave era um modelo clássico usado durante a Segunda Guerra Mundial, por conter um bom armamento defensivo e sendo empregado com sucesso em missões na África, Mediterrâneo e Itália.

A aeronave chegou a ser fornecida há vários países aliados dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra, como a China, Indonésia, França e o Brasil.

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Destroços da aeronave norte-americana foram encontrados durante oficina realizada pela Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária do Maranhão (Setres). — Foto: Almir Praseres

Após a descoberta, um integrante da equipe técnica da secretaria, o escritor Wellington Matos, entrou em contato com o Departamento de Forças Armadas dos Estados Unidos, que confirmou que se tratava de um avião que pertenceu à frota norte-americana.

Segundo o departamento, a aeronave seguia para o norte da África, para participar de confrontos de guerra. Durante a viagem, o avião com seis militares norte-americanos passou por problemas e caiu. Toda a tripulação morreu.

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Imagem do Bombardeiro B-25D, avião militar de guerra dos Estados Unidos, encontrado esta semana no Maranhão — Foto: Reprodução/Aviões Militares

Com a ajuda de pescadores experientes da região e equipes da secretaria, foi iniciado o resgate dos restos da aeronave. Foram usados detectores de metal, sensor de batimetria e a partir disso, foi localizado o trem de pouso do avião, que pesa aproximadamente 5 toneladas.

“A queda do Bombardeiro B-25D, durante a II Guerra Mundial, é um caso de um acidente que estava afundado na história. Era de conhecimento de alguns moradores, de forma superficial, mas não havia uma correlação do que se tratava, ou sua finalidade”, explica Wellington Matos.

De acordo com a Prefeitura de Humberto de Campos, a descoberta vai estimular a criação do Museu Histórico do município e enriquecer a história do município, que tem pouco mais de 26 mil habitantes.

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Trem de pouso da aeronave foi encontrada nesta semana, na Baía do Tubarão, no Maranhão. — Foto: Almir Prasere

Fonte: g1.globo.com

Published in Sociedade

BRASÍLIA –  O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente o contrato para comprar 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 29 , um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro ser alvo de uma notícia-crime encaminhada por senadores ao Supremo Tribunal Federal (STF), por prevaricação. O governo age para esvaziar suspeitas de que a compra da vacina envolveria um esquema de corrupção dentro do Ministério da Saúde, com o conhecimento do presidente, enquanto prepara a contraofensiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

A suspensão do negócio ocorreu por recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) após o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o servidor público Luis Ricardo Fernandes Miranda, irmão do parlamentar, terem dito à CPI, na sexta-feira passada, que avisaram Bolsonaro sobre irregularidades na importação da Covaxin, até mesmo com cobrança de propina. A nova crise vem na esteira da queda de popularidade de Bolsonaro e de protestos de rua, com mais pedidos de impeachment.

“Por orientação da CGU, por uma questão de conveniência e oportunidade, decidimos suspender o contrato para que análises mais aprofundadas sejam feitas. Por outro lado, o Ministério da Saúde vai fazer uma apuração administrativa para verificar todos os aspectos da temática que foram suscitados”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista no Palácio do Planalto. A informação de que o contrato seria suspenso foi antecipada pela CNN Brasil.

Ao encaminhar notícia-crime contra Bolsonaro no Supremo, os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES), Jorge Kajuru (Podemos-GO) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, afirmaram que ele ignorou alertas de fraude e cobrança de propina no processo de contratação da Covaxin, vacina produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech e intermediada pela Precisa Medicamentos.

Em manifestação encaminhada ao gabinete da ministra do Supremo Rosa Weber, relatora do caso, a Procuradoria-Geral da República solicitou à magistrada que aguarde as conclusões da CPI antes de decidir sobre a notícia-crime (mais informações nesta página).

O acordo do Ministério da Saúde com a Precisa foi assinado em 25 de fevereiro e prevê pagamento de R$ 1,6 bilhão. O valor por dose (US$ 15) é o mais caro dos seis imunizantes que o País comprou até agora.

Embora o ministro da CGU, Wagner Rosário, diga que a suspensão do contrato vai durar apenas enquanto técnicos analisam se houve irregularidades – o que espera concluir em, no máximo, dez dias – nos bastidores auxiliares de Bolsonaro já admitem a possibilidade de cancelamento do negócio. No despacho ao Ministério da Saúde, a CGU informou que era “urgente” a suspensão do contrato para “assegurar a proteção ao interesse e cofres públicos”, já que se corria o risco de ver o processo “eivado de vícios”.

“Vamos fazer essa análise para ter certeza de que não há nenhuma mácula nesse contrato. A partir daí, a decisão de contratação ou não é um ato de gestão do ministro da Saúde, não cabe à CGU”, disse Rosário, ao lado de Queiroga. “A CGU está suspendendo o processo única e exclusivamente para verificação de possível irregularidade trazida por um servidor que não conseguiu especificar ainda qual é. Estamos revisando o processo para dar a máxima segurança para o ministro tomar as decisões dentro da legalidade.”

Diferentemente do que disse Rosário, porém, o servidor Luis Ricardo Fernandes Miranda – chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde – compareceu à CPI munido de documentos sobre o que dizia e afirmou ter sofrido pressão de superiores para acelerar a compra da Covaxin. O funcionário mostrou cópias de notas fiscais para provar que houve tentativa de antecipar o pagamento de US$ 45 milhões para uma empresa que não constava do contrato – a Madison Biotech – e, ao lado do irmão, disse ter levado todas essas denúncias a Bolsonaro em reunião no Palácio do Alvorada, no dia 20 de março.

Na ocasião, segundo o deputado Luis Miranda, o presidente atribuiu as suspeitas a “mais um rolo” do deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), ex-ministro da Saúde e atual líder do governo na Câmara. Na versão de Miranda, Bolsonaro disse que acionaria a Polícia Federal para apurar o caso, mas nenhuma investigação foi aberta à época.

Além do preço mais alto e da pressão para acelerar o negócio, o contrato do governo para adquirir a Covaxin também levantou suspeitas de senadores por ter sido o único firmado por meio de uma empresa intermediária. Todos os outros foram negociados com os laboratório fabricantes ou que produzirão as vacinas.

Em conversa com apoiadores, Bolsonaro ironizou a denúncia, dizendo que seus adversários haviam inventado a modalidade de “corrupção virtual” porque nada havia sido pago. O dinheiro para a compra da Covaxin, porém, já foi empenhado (reservado) no Orçamento.

O contrato com a Precisa Medicamentos previa que a primeira remessa, de 4 milhões de doses, seria enviada ao Brasil ainda em março. Sem aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no entanto, o prazo foi desrespeitado.

‘Confissão’

A CPI da Covid quer agora que o governo dê detalhes sobre a decisão de suspender o contrato para a compra da vacina indiana. “Quero saber quais foram quando foram dados esses pareceres da CGU”, disse ao Estadão o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI. “Por que não fizeram isso antes?” Para o senador Humberto Costa (PT-PE), o governo admite que há irregularidades ao suspender o contrato. “Essa decisão é reconhecimento de culpa”, afirmou ele. “Se não tem nada de errado, por que irão suspender? Isso só tem um nome: Confissão!”, disse Randolfe, em mensagem postada no Twitter. /COLABOROU DANIEL WETERMAN.

Fonte: Jornal Estadão SP.

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A imprensa da Bélgica não perdoou a eliminação para a Itália por 2 a 1 na última sexta-feira, nas quartas de final da Eurocopa 2020. Os jornais deste sábado destacaram o "gosto amargo" da derrota desta geração que promete grandes conquistas há algum tempo, mas ainda não conseguiu.

O "La Denière Heure/Les Sports" destacou na manchete: "A geração de ouro não vai conquistar um título este ano. E talvez não ganhe nunca. Este novo fracasso será difícil de digerir".

"Esta Itália vai ficar cada vez mais forte. E outras seleções também. O medo de ser deixada para trás definitivamente existe", acrescenta o jornal.

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Kevin De Bruyne e jogadores da Bélgica agradecem o apoio após a derrota para a Itália — Foto: Reuters

O jornal "Sudpresse" lembrou as eliminações das competições mais recentes da Bélgica: "Houve o Estádio Mané Garrincha, em Brasília em 2014 (quando a Bélgica foi eliminada do Mundial pela Argentina ao perder por 1 a 0), depois o estádio Pierre Mauroy em 2016 (derrota de 3 a 1 para o País de Gales na Euro-2016). A partir de agora, a Arena Allianz estará entre os cemitérios que sepultaram os sonhos dos Diabos".

Para o "De Standaard": "Depois de uma verdadeira montanha-russa de emoções, em que desesperança e esperança se alternaram, os 'Red Devils' não conseguiram (mais uma vez) estar à altura. O que resta depois de Munique é, portanto, um gosto amargo".

"No papel, esta geração de ouro merece mais do que uma eliminação nas quartas de final. Mas, na prática, tem sido muito difícil conseguir esse merecido prêmio", continua o jornal.

Fonte: globoesporte.com

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O streamer e ex-jogador de League of Legends Gustavo "Baiano" segue apostando no seu lado empresário e anunciou que irá abrir uma hamburgueria própria em São Paulo, a Baiburger. Funcionando em modelo de dark kitchen, ou seja, apenas para delivery,

o estabelecimento já começa a funcionar a partir deste sábado, 3 de julho, e estará disponível nos principais aplicativos de entregas.

Com quatro opções de lanche no cardápio, o restaurante possui a temática toda ligada a Baiano, que nomeia os hambúrgueres como Baisalad, Baibacon, Baicheese e Baiburguer, o especial da casa. Serão servidos ainda acompanhamentos e combos.

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- Como empreendedor estou muito feliz em inaugurar o Baibuger em São Paulo, uma cidade reconhecida pela sua riqueza gastronômica. Sempre tive o sonho de abrir um negócio e hambúrguer é algo que sou apaixonado. Para mim, o importante é oferecer para meus seguidores um produto que tenha ingredientes de muita qualidade e um preço justo, até porque o feedback vem em tempo real - conta Baiano.

A hamburgueria vai funcionar todos os dias das 12h às 0h e deve atender a pedidos das principais regiões da capital paulista. O investimento será feito em parceria com a Nift, empresa de Gab Araújo, que é sócio da Final Level e co-fundador da Gamelanders, organização que vem fazendo sucesso no cenário competitivo de Valorant.

Além das tradicionais transmissões, Baiano também é o responsável pelo CBolão, campeonato beneficente de League of Legends que já teve três edições disputadas. Na última delas, em maio deste ano, mais de R$ 170 mil foram doados, com o título da competição ficando com a LOUDinhos, formada por jogadores da LOUD.

Fonte: globoesporte.com

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BRASÍLIA – Acusado de pressionar servidores para acelerar a importação da vacina indiana Covaxin, mesmo com indícios de irregularidades no contrato, o diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, foi demitido do cargo. A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira, 29, segundo nota divulgada à noite pela Pasta. O texto confirma, ainda, que a exoneração do diretor sairá na edição do Diário Oficial desta quarta-feira, 30.

A demissão de Ferreira dias acontece quatro dias após os depoimentos à CPI da Covid do deputado Luis Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, Luis Ricardo Fernandes Miranda, chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Os dois disseram haver um esquema de corrupção envolvendo a compra da Covaxin e citaram Ferreira Dias.

O diretor foi indicado para o cargo pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), ex-ministro da Saúde, e pelo ex-deputado Abelardo Lupion (DEM-PR). Barros nega ter apadrinhado o diretor, que assumiu a função na gestão do então ministro Luiz Henrique Mandetta.

No ano passado, Ferreira quase ocupou uma diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O próprio presidente Jair Bolsonaro desistiu da indicação, no entanto, após o Estadão mostrar que o diretor havia assinado contrato de R$ 133,2 milhões no Ministério da Saúde, com indícios de irregularidade, para compra de 10 milhões de kits de materiais utilizados em testes de covid-19.

Uma outra denúncia contra ele, desta vez de cobrança de propina, partiu de Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da Davatti Medical Supply. A CPI da Covid vai ouvir na sexta-feira o depoimento de Dominguetti, que disse ao jornal Folha de S. Paulo ter recebido de Ferreira Dias pedido de propina de US$ 1 para cada dose da vacina AstraZeneca adquirida pelo governo Bolsonaro. A AstraZeneca nega, porém, que a Davatti a represente – a empresa americana já foi desautorizada pela AstraZeneca no Canadá.

Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice–presidente da CPI, e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) prepararam um requerimento para convocar Dominguetti. Quando depuseram à CPI da Covid, o deputado Luis Miranda e o irmão dele disseram que se reuniram com Bolsonaro no dia 20 de março, no Palácio da Alvorada, e relataram o esquema de corrupção no Ministério da Saúde para compra de vacinas.

Reportagens publicadas na imprensa mineira indicam que a Davatti pode estar fraudando o processo de compra de vacinas no Estado. A empresa teria negociado com prefeituras, com o objetivo de conseguir uma carta de intenção demonstrando interesse na aquisição de imunizantes da AstraZeneca. Depois de conseguir a carta, porém, as conversas emperraram.

No caso da Covaxin, o governo Bolsonaro fechou o contrato de compra por um preço 1.000% maior do que o anunciado pela própria fabricante, como revelou o Estadão. O Ministério da Saúde decidiu suspender o contrato temporariamente, nesta terça-feira, 29, por recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU). 

Em agosto de 2020, um telegrama sigiloso da embaixada brasileira em Nova Délhi informou o governo que a vacina Covaxin, produzida pela Bharat Biotech, tinha preço estimado em 100 rúpias (US$ 1,34 a dose). Quatro meses depois, em dezembro, outro comunicado diplomático dizia que o produto fabricado na Índia “custaria menos do que uma garrafa de água”. Em fevereiro deste ano, porém, o Ministério da Saúde firmou contrato com preço de US$ 15 por unidade (R$ 80,70, na cotação da época), a mais cara das seis vacinas compradas até agora.

Fonte: Jornal Estadão SP.

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O governo Jair Bolsonaro, vai exonerar o diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, representante de vacina disse que Dias teria cobrado propina para fechar contrato de compra das doses.

O Ministério da Saúde encaminhou ao Palácio do Planalto, na noite desta terça-feira, 29, pedido de demissão de Dias. Apadrinhado de Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, o diretor está no cargo desde janeiro de 2019, ainda na gestão de Luiz Henrique Mandetta.

Segundo nota do ministério da Saúde, a exoneração de Dias será publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira, 30. O motivo da demissão não foi informado.

Segundo o jornal, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da empresa Davati Medical Supply, Dias teria cobrado propina de US$ 1 por dose vendida, em jantar num restaurante de Brasília. O diretor não teria respondido aos contatos do jornal.  O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), disse que o caso será investigado pela comissão.

O departamento de logística é responsável, no ministério, pela assinatura de contratos. O setor foi “loteado” para o PP, partido da base de Bolsonaro.

Na semana passada, Dias foi citado pelo servidor Luis Ricardo Miranda, em depoimento à CPI da Covid, como tendo feito “pressão atípica” pela liberação da Covaxin. No mesmo dia, o seu irmão, deputado Luis Claudio Miranda (DEM-DF), disse que os dois levaram a denúncia para Bolsonaro, que teria dito que era “rolo de Ricardo Barros”.

Fonte: Jornal Estadão SP.

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A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 29, que segure o andamento da notícia-crime que pede a investigação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por possível crime de prevaricação nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin, fabricada pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

Link do documento >> Arquivo PDF.

Em manifestação enviada ao gabinete da ministra Rosa Weber, relatora do caso, o vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros defendeu que o Ministério Público Federal aguarde o fim da CPI da Covid antes de pensar em abrir uma investigação concorrente.

“Em respeito ao sistema de independência e harmonia dos Poderes constituídos e consciente da impossibilidade do salto direto da notícia-crime para a ação penal, com supressão da fase apuratória, o Ministério Público Federal requer que não se dê trânsito à petição precoce”, diz um trecho do documento.

O pedido para denunciar Bolsonaro partiu dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO). Os parlamentares levaram o caso ao STF depois que o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão do parlamentar, Luis Ricardo Miranda, que é chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, disseram em depoimento à comissão parlamentar que o presidente ignorou alertas a respeito de suspeitas de corrupção no processo de aquisição do imunizante.

O vice-procurador considerou que os senadores ‘furaram’ a CPI ao acionarem o Supremo Tribunal Federal antes da conclusão da investigação parlamentar. Jacques de Medeiros disse que eles agiram à margem do colegiado. “Colocando em risco a coesão nas deliberações necessariamente coletivas do Poder Legislativo”, observou.

Na avaliação da PGR, a análise do caso deve aguardar o relatório final da comissão. Ele defende ‘prestigiar’ a investigação legislativa, que via de regra é mais rápida. Outro argumento é o de que as apurações podem chegar a conclusões divergentes.

“Se o Poder Legislativo está a investigar com excelência comportamentos aparentemente ilícitos com todas as competências necessárias, qual seria o motivo para que no Supremo Tribunal Federal se abra uma investigação concorrente, tomada por freios e contrapesos institucionais e sem igual agilidade? Indo mais longe, qual o ganho para a engrenagem interinstitucional se ao final das investigações paralelas, chegar-se à divergência entre as conclusões da polícia judiciária e a Comissão Parlamentar de Inquérito?”, questionou na manifestação enviada ao STF.

O parecer foi enviado a pedido da ministra Rosa Weber. Cabe a ela decidir, monocraticamente ou junto ao colegiado, se autoriza a abertura de uma investigação formal sobre a conduta do presidente.

Pressionado, Bolsonaro disse que desconhecia os detalhes sobre a compra da Covaxin e negou irregularidades no negócio. Após as suspeitas, o Ministério da Saúde decidiu suspender temporariamente o contrato para importar 20 milhões de doses da vacina indiana.

Fonte: Jornal Estadão SP.

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