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É possível e seguro combinar vacinas diferentes? Alguns países no mundo já aplicam doses de dois fabricantes

É possível e seguro combinar vacinas diferentes? Alguns países no mundo já aplicam doses de dois fabricantes Imagem divulgação

Esta semana, grávidas e puérperas do Rio de Janeiro que tomaram a primeira dose da vacina Astrazeneca contra a Covid-19 foram autorizadas pelo governo estadual a receberem a segunda dose de um imunizante diferente, da Pfizer. É uma medida contrária à recomendada pelo Ministério da Saúde.

Em seguida, os estados do Rio e Ceará adotaram a mesma medida.

A decisão foi tomada pelo município do Rio e referendada por um comitê de pesquisadores, sem o respaldo do Ministério da Saúde, que recomenda que gestantes e puérperas tomem a primeira dose da Astrazenca e aguardem até 45 dias após o parto para completar o esquema vacinal.

Agora, essas mulheres que receberam a primeira dose da Astrazeneca, há mais de 12 semanas, poderão misturar as vacinas e tomar a segunda dose da Pfizer.

A decisão trouxe à tona outra discussão: é possível e seguro combinar vacinas diferentes?

Na Espanha, uma pesquisa - ainda não revisada por outros cientistas - mostrou bons resultados. Voluntários que tomaram a primeira dose de Astrazeneca e, duas semanas depois, a segunda dose da Pfizer tiveram um aumento expressivo na produção de anticorpos que, em laboratório, conseguiram inativar o coronavírus.

No Reino Unido, pesquisadores de Oxford que misturaram as doses chegaram a uma conclusão semelhante. Mas alertaram que ensaios já demonstraram um risco maior de efeitos colaterais nesse esquema misto de imunização.

Nenhum dos estudo, nem o espanhol nem o inglês envolveu grávidas.

Nas Filipinas, outro ensaio pode interessas ao Brasil, porque mescla a CoronaVac com outras seis vacinas: Pfizer, Moderna, Janssen, Astrazeneca e Sputnik. Mas, será que isso é suficiente para que o plano nacional de imunização seja alterado, e permita combinação?

Milhares depressas pelo mundo estão tomando vacinas misturadas, como no Canadá, Portugal e Coreia do Sul.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel tomou a primeira dose da Astrazeneca e, a segunda, da Moderna, outra vacina produzida com a tecnologia MRNA, assim como a Pfizer.

Nos Estados Unidos, onde 70% receberam a primeira dose e 46% estão completamente imunizados, já existe um estudo para descobrir se é vantajoso dar uma terceira dose, de reforço, com uma vacina diferente.

Fonte:g1.globo.com

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Last modified on Segunda, 05/07/2021

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