Coronavírus ou insolação ?!

Este ano o verão, com altas temperaturas, tem provocado insolação em maior número de pessoas. Mas, como é difícil distinguir, pode ser Covid-19.

Ao contrário dos verões passados este ano é preciso dupla atenção pois em tempos de pandemia e com sintomas parecidos, tanto pode ser insolação ou infecção pelo novo coronavírus.

Existem muitos casos de ocorrência de clusters de infecção, especialmente no meio esportivo. No início, o que se pensava que era insolação era, na verdade, infecção pelo temido vírus.

Especialistas dizem que é difícil distinguir apenas pelos sintomas. Com ambas as possibilidades em mente, os pacientes devem ser tratados primeiro da insolação e, no caso dos sintomas não desaparecerem, deve-se suspeitar da Covid-19. 

Em julho a Sociedade Japonesa de Medicina de Emergência compilou uma “diretriz para lidar com insolação durante uma epidemia de infecção pelo novo coronavírus”, apontando o seguinte.

Sintomas em comum

Febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga, distúrbio de consciência, distúrbio gastrointestinal e náuseas são todos são sintomas comuns da insolação e infecção pelo coronavírus. A dificuldade respiratória característica da Covid-19 também pode ocorrer com forte insolação.

Desordens do paladar e do olfato não aparecem na insolação e são uma fonte de suspeita de infecção pelo novo coronavírus. No entanto, metade das pessoas infectadas não apresenta esses sintomas.

O médico e professor Hideki Taniguchi, da pós-graduação da Universidade de Saúde e Bem-estar de Tóquio, ressalta que é necessário tratar a insolação com a premissa de que o paciente pode estar infectado com o novo coronavírus.

Por isso, os paramédicos ou quem atende o caso devem usar máscara, imprescindível. Depois, devem levar o paciente para um local mais fresco, fazê-lo beber um litro de solução de reidratação oral e observá-lo por 1 a 3 horas enquanto repousa. 

Prevenção para evitar colapso nos hospitais

Caso não apresente melhora deve-se recomendar buscar uma instituição médica que possa atendê-lo como suspeito de infecção pelo novo coronavírus.

De acordo com o professor Taniguchi, seja na ambulância ou no hospital os profissionais devem usar roupas protetoras para examinar o paciente. Um exame de tomografia computadorizada do tórax, que é usado como um critério para infecção pelo coronavírus, também está sendo realizado nos 2 casos, o que aumenta a carga nos hospitais. 

“Com o aumento de pacientes com suspeita de insolação o sistema médico fica apertado. É importante lidar com esses casos antes do transporte. Mas mais do que isso, é preciso evitar um e outro com a prevenção”, explica o professor Taniguchi.

Fonte: Sankei

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