Japão adiará meta de alcançar a igualdade de gênero em até uma década, dizem especialistas

O Japão adiará em até uma década sua meta de aumentar a porcentagem de mulheres nos cargos de liderança para 30% – parte da campanha do primeiro-ministro Shinzo Abe para empoderar as mulheres – depois de não cumprir o prazo deste ano, informaram a mídia nacional.

As políticas de Abe para aumentar o papel das mulheres na economia e na política, apelidadas de “womenomics”, são um pilar de seus esforços para lidar com a baixa taxa de natalidade e o envelhecimento da população do Japão.

O ranking global do Japão sobre igualdade de gênero, no entanto, caiu para 121º dos 153 países em um relatório do Fórum Econômico Mundial para 2020, a maior diferença entre os países avançados e abaixo do 101º quando Abe assumiu o cargo pela primeira vez em 2012 como primeiro-ministro em 2012.

Apenas 15% dos cargos seniores e de liderança são ocupados por mulheres, segundo o relatório. O gabinete de Abe, com 19 membros, tem duas ministras e apenas 10% dos legisladores da poderosa Câmara dos Deputados são mulheres.

“Alcançar a meta em 2020 é impossível, falando realisticamente”, disse o jornal Mainichi, segundo uma fonte do governo, sem identificar a fonte.

A nova data-limite será adiada para “o mais cedo possível até 2030” em um novo plano de cinco anos para a igualdade de gênero a ser aprovado pelo gabinete de Abe este ano, informou o jornal nesta sexta-feira.

“Acho que há falta de comprometimento do governo e essa é a prova”, disse Machiko Osawa, especialista em economia do trabalho da Universidade Feminina de Tóquio, comentando o atraso.

Uma autoridade do Bureau de Igualdade de Gênero do governo disse que os especialistas estão discutindo o novo plano básico de políticas, mas ela não sabe dizer quando chegarão a uma conclusão.

Fonte: Reuters/Japan Times // Créditos: Rodrigo Reyes Marin/via AP

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