Japão reduzirá número de participantes na cerimônia anual da Segunda Guerra Mundial

A cerimônia anual do Japão para lamentar as vidas perdidas na Segunda Guerra Mundial será reduzida neste verão em resposta à disseminação do coronavírus, com um provável corte de 80% no número de participantes para um máximo de 1.400, informou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira.

É a primeira vez que o governo reduziu o serviço em 15 de agosto em Tóquio desde que foi realizado inicialmente em seu formato atual em 1963, segundo o ministério.

Os assentos deverão ter pelo menos um metro de distância e todos os participantes deverão usar máscaras faciais e se submeter a verificações de temperatura, entre outras medidas de precaução.

A cerimônia deste ano cairá no 75º aniversário da rendição do Japão.

“Vamos usar todos os meios possíveis para realizar a cerimônia”, disse o ministro da Saúde, Katsunobu Kato, durante entrevista coletiva.

O ministério disse que a escala da cerimônia pode ser reduzida ainda mais se a situação do vírus piorar, com um plano detalhado a ser anunciado no início de agosto.

O governo coordenará com a Agência Doméstica Imperial a presença do imperador e da imperatriz, como nos outros anos.

Não haverá mudanças no local da cerimônia, na arena Nippon Budokan em Tóquio ou na ordem de serviço, disse o ministério.

Mas o canto do hino nacional do Japão, uma tradição iniciada em 1999, será interrompido e substituído por uma performance musical.

A participação financiada pelo estado de membros da família enlutada será reduzida dos 55 habituais por prefeitura para um máximo de 20 por prefeitura. Ninguém poderá participar da cerimônia deste ano às suas próprias custas.

Fonte: Mainichi // Créditos da imagem: Kyodo

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