OMS pede para representante deixar a Guiné Equatorial devido a ‘alta taxa de infecção’

A Guiné Equatorial está “severamente afetada” pelo coronavírus, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) na África na quinta-feira, quando seu representante no país foi instruído a sair.

A nação da África Central, com mais de 1,2 milhão de pessoas, registrou mais de 1.000 casos de COVID-19 e 12 mortes desde a confirmação de seu primeiro caso, em meados de março, segundo dados da OMS.

Isso é menor do que outros países da região, mas é significativo, dada a pequena população do país produtor de petróleo, afirmou a OMS.

“Por população, estimamos que seja um dos países gravemente afetados em termos de número de casos”, disse Matshidiso Moeti, da OMS, a repórteres.

Moeti acrescentou que o governo pediu à OMS que substituísse seu representante Triphonie Nkurunziza na Guiné Equatorial, sem dar detalhes sobre o porquê.

“Atualmente, estamos trabalhando para fazer isso”, disse ela.

“Gostaria de enfatizar muito que estamos comprometidos em trabalhar com o governo, particularmente trabalhando para apoiar o povo”.

O único território de língua espanhola da África Subsaariana, executado sob linhas autoritárias pelo presidente Teodoro Obiang desde um golpe de 1979, também foi gravemente atingido por uma desaceleração global do petróleo neste ano, uma vez que os combustíveis fósseis fornecem 90% da receita do Estado.

A OMS tem ajudado o governo a responder à epidemia de coronavírus por meio da implementação de medidas de vigilância, rastreamento de contatos e isolamento, além do gerenciamento de casos de COVID-19, disse Moeti.

Fonte: Reuters // Créditos da imagem: REUTERS/Denis Balibouse/

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