Grupos artísticos estão sendo forçados a usar doações para evitar crise econômica

As doações há muito são vistas como a base sobre a qual a saúde financeira de longo prazo das organizações artísticas é construída – dinheiro que foi minuciosamente acumulado e protegido por décadas para financiar o futuro.

Mas à medida que milhões de dólares em perdas criadas por galerias fechadas e salas de concerto se acumulam, essa ortodoxia está sendo desafiada.

Organizações de elite como a Lyric Opera de Chicago e a Filarmônica de Los Angeles – instituições com liderança veterana e um histórico de sólida gestão financeira – agora sentem que precisam passar pelos sinais de parada. Diante de déficits iminentes de níveis imprevisíveis, muitos grupos de artes agora recebem quantias várias vezes maiores do que o habitual de suas doações.

Algumas instituições, incluindo o Metropolitan Museum of Art, em Nova York, estão resistindo ao desejo de mergulhar em dotações além do que costumam ser e estão encontrando outras maneiras de financiar seus déficits.

Mas dentro da comunidade artística, há um debate sobre se a preservação de doações é um princípio muito fustigável para sustentar quando algumas organizações estão lutando por sua própria sobrevivência.

Fonte: The NY Times // Créditos da imagem: Philip Cheung for The New York Times

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