Veja as principais notícias do Brasil desta quarta (20/05)

Um dia após o Brasil registrar o pior dia da pandemia, com mais de mil mortes pelo novo coronavírus, o Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (20) que o país teve 888 óbitos nas últimas 24 horas, elevando o número total para 18.859. Segundo os dados, existem 291.579 pessoas infectadas em todo o território brasileiro, sendo que 19.951 casos foram confirmados entre ontem e hoje, um novo recorde que supera a quantidade do balanço anterior, quando foram identificados 17.408 infectados.

O Ministério da Saúde ainda informa que 3.483 falecimentos estão sendo investigados e 156.037 casos seguem em acompanhamento médico. Ao todo, 116.683 pacientes já se recuperaram da Covid-19. Com os novos números, o Brasil mantém a 3ª colocação no ranking de países com mais pessoas contaminadas, atrás apenas dos Estados Unidos (1.548.646) e Rússia (308.705). Além disso, o país liderado por Jair Bolsonaro ocupa o 6º lugar na lista de nações com mais vítimas.Aparecem na frente Estados Unidos (92.712), Reino Unido (35.785), Itália (32.330), França (28.135) e Espanha (27.888), conforme levantamento da Universidade Johns Hopkins.

O estado de São Paulo continua sendo o epicentro da doença, com 69.859 casos confirmados da Covid-19 até o momento. Em seguida vem Ceará (30.560), Rio de Janeiro (30.372), Amazonas (23.704) e Pernambuco (22.560).

Já em relação aos óbitos, São Paulo também aparece na frente, com 5.363. Na sequência estão Rio de Janeiro (3.237), Ceará (1.900), Pernambuco (1.834) e Amazonas (1.561).

Hoje cedo, o governo Bolsonaro publicou um novo protocolo que orienta o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em casos leves da doença embora não exista comprovação científica de sua eficácia.

Adiantamento do Enem

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram nesta quarta-feira, 20, pelo adiamento da aplicação das provas nas versões impressa e digital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais. A informação é do próprio Inep e está publicada em nota no site do Instituto. As datas inicialmente previstas para os exames eram dias 1º e 8 de novembro para a versão impressa e 22 e 29 de novembro a digital.

No comunicado, o Inep diz que a decisão levou em conta as demandas da sociedade e as manifestações do Poder Legislativo em razão do impacto da pandemia do novo coronavírus.

O Inep avisa ainda que promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem deste ano, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante, e que as inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira (22).

Depois de muita resistência à mudança no calendário do Enem, hoje pela manhã, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou as redes sociais para sugerir que o exame fosse adiado. “Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o Enem seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame”, escreveu Weintraub em sua rede social. O ministro ainda completou informando que a participação dos estudantes inscritos poderá ser feita através do site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) de forma “direta, democrática, transparente e segura”.

Ontem, o Senado aprovou projeto que suspende a realização da prova. A proposta não estabelece uma nova data, mas prevê que processos seletivos como o Enem devem ser postergados enquanto durar o estado de calamidade decretado por causa da pandemia. O projeto está na pauta de votação da Câmara dos Deputados nesta tarde.

Auxilio dos EUA

O governo dos Estados Unidos anunciou um plano de auxílio adicional de aproximadamente US$ 3 milhões — mais de R$ 17 milhões — para “ajudar na resposta de emergência de saúde pública do Brasil” à pandemia de Covid-19.

Segundo comunicado da Embaixada dos EUA no Brasil, o valor se soma aos outros US$ 950 mi anunciados em 1º de maio para apoio socioeconômico às pessoas mais vulneráveis durante a pandemia.

“Os recursos serão usados para a melhoria da detecção e do rastreamento de casos, na identificação de áreas de transmissão, no controle de surtos e no fornecimento de dados para uma reabertura segura no Brasil”, diz a nota oficial do governo americano.

Além disso, o governo norte-americano afirma que vai apoiar 79 centros de operação de emergência e atuar em 13 municípios fronteiriços brasileiros para “reforçar as capacidades entre os países parceiros para detectar e atender indivíduos doentes nas fronteiras e durante suas viagens”.

Ainda de acordo com a Embaixada, as autoridades de saúde norte-americanas vão trabalhar em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde.

O embaixador brasileiro nos EUA, Nestor Forster disse que a possibilidade de cooperação havia sido discutida entre Trump e o presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

“Na última ligação entre os presidentes Bolsonaro e Trump, houve ofertas de lado a lado de assistência entre os países, tanto sobre possibilidades de cooperação científica quanto sobre aquisição de materiais”, explicou.

“Cada país, como é natural, dará prioridade à sua própria população, mas os Estados Unidos asseguraram ao Brasil uma isenção da Lei de Produção de Defesa. Essa isenção garante ao Brasil a possibilidade de aquisição de respiradores artificiais, até um certo limite, caso o Ministério da Saúde tenha interesse em adquirir equipamentos fabricados nos EUA.”, acrescentou o embaixador Forster.

Governo autoriza oficialmente o uso de hidroxicloroquina para casos leves de Covid-19

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, assinou  o novo protocolo para ampliar a recomendação do uso da cloroquina por pacientes do novo coronavírus, apesar da falta de comprovação científica definitiva do fármaco. O remédio poderá ser usado a partir do primeiro dia de sintomas da Covid-19, destaca a CNN Brasil.

A mudança era esperada desde que ele assumiu a pasta após a demissão de Nelson Teich na semana passada.

A nota informativa apresentada ao presidente Jair Bolsonaro na terça-feira (19) autoriza o uso para pacientes que apresentarem os primeiros sintomas de Covid-19 e procurarem postos de saúde. O médico terá liberdade para o uso, e os pacientes que aceitarem fazer o tratamento com a cloroquina terão que assinar um termo de consentimento.

Na manhã desta quarta, o presidente havia usado a conta que mantém no Twitter para confirmar a adoção do novo protocolo.

Lula pede desculpas por comemorar o surgimento do Coronavírus

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu desculpas nesta quarta-feira (20) pela frase publicada em uma entrevista para debater uma crise do novo coronavírus. Durante as falas, Lula disse que “ainda bem a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus”. Um show ao vivo do ex-presidente ocorreu no Facebook, exibido no Correio de Minas.

Durante a transmissão ao vivo, Lula disse que usa “uma palavra para explicar que, sem menos SUS, é uma medida de crise que começa a descobrir a importância da instituição”. De acordo com ele, uma frase foi “totalmente infeliz”.

Lula ainda disse que poderia ter usado a palavra “infelizmente”, em vez de “ainda bem” e os critérios são completamente diferentes.

Na transmissão ou petista disse: “Ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus para quem percebeu apenas o Estado capaz de dar uma solução, somente o Estado pode resolver isso”,

“Eu sou o ser humano movido no coração, eu sei o sofrimento que causa uma pandemia, não entra nos seus pais, não fica na casa do dia 12 de março até agora. Nasceu netinha minha e eu não fui ver. Acredite, enquanto não tiver remédio, a melhor solução para não pegar a doença é ficar em casa ”, inscrita, defendendo ou isolando.

Pedido de Impeachment do PSOL

O PSOL anunciou hoje que será protocolado um novo pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Você pode participar com a participação do PT, do PCdoB e de outras legendas, como PSTU e PCB e UP, e mais de 400 entidades e movimentos sociais.

O novo artigo cita supostos crimes de responsabilidade cometidos por Bolsonaro, como participação em atos antidemocráticos graves que podem fechar o Congresso e o STF, interferência na Polícia Federal com exoneração de Maurício Valeixo de comando, ou apoio ao grupo “300 do Brasil”, que acampa em Brasília e já solicitou armas, além de declarações sobre o coronavírus em pronúncias que permitem configurar crimes contra a saúde pública.

“É uma longa lista de crimes contra o livre exercício dos poderes constitucionais, contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, contra a segurança interna do país e contra a probidade administrativa”, afirmou o PSOL em nota.

“A construção de um pedido de impeachment que reúne partes de oposição e movimentos sociais é muito simbólico. Primeiro, pela unidade de vários partidos; segundo, pela entrada de mais de 400 entidades e movimentos sociais. Foi por isso que o PSOL lutou: unir todos pelo impeachment de Bolsonaro “, disse Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL.

Candidato derrotado à presidência pelo PSOL em 2018, Guilherme Boulos também participa do ato de representar “Frente Povo Sem Medo”.

“Não é brincadeira”, diz Moro

Um dia após o país registrar mais de mil mortes pelo novo coronavírus em 24 horas, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, lamentou uma marca negativa na rede social e que não se trata de momento para piadas.

“O coronavírus não está associado a algo positivo. Cuide-se! O número de mortes passou por dia e continua subindo. Solidariedade para famílias”, escreveu ou ex-juiz em seu perfil no Twitter.

“País em desgoverno”

Em uma decisão liminar de isolamento, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Rogério Schietti Cruz fez críticas à gestão Jair Bolsonaro e considerou o país que vive como um “governo” na área da Saúde, sem ministro na pasta, hoje comandado interinamente pelo general Eduardo Pazuello. O magistrado negou hoje um habeas corpus da deputada estadual Clarissa Tércio (PSC-PE) que pedia o fim do isolamento em Pernambuco.

“Continua ou país país governado por área de saúde – já tem seis dias sem titular de massa -, no mercado de iniciativas nem sempre coordenadas por regiões e municípios, carentes de uma voz nacional que exerce ou papel que espera um líder democraticamente eleito e, portanto, responsável pelo bem-estar e saúde de toda a população, inclusive quem não apoia ou apoia”, escreveu Rogério Schietti Cruz.

Metade dos brasileiros diz que o governo Bolsonaro é ruim ou péssimo

O governo do presidente Jair Bolsonaro é considerado como ruim ou péssimo por 50% dos brasileiros, segundo levantamento da XP Ipespe. Apenas 25% avaliam a gestão como boa ou ótima. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira 20.

Se comparado aos números do levantamento em 30 de abril, houve tendência de aumento na reprovação de Bolsonaro e de redução na sua aprovação.

Em 30 de abril, a XP indicou que 49% consideravam o governo como ruim ou péssimo, e 27% diziam que o governo era bom ou ótimo. Também caiu o índice de brasileiros que consideram a atuação do governo como regular. Em 30 de abril, a XP apontava 24%, e agora o percentual desceu para 23%.

Fonte: Istoé/ANSA/Estadão/Uol/Carta Capital/ // Créditos da Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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