Brasil já é o quarto país com mais infectados por coronavírus no mundo

O Brasil chega neste sábado com uma cifra triste de 15.633 mortes confirmadas por coronavírus. Foram 816 mortes confirmadas apenas nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde.

O Brasil já supera Espanha e Itália em número de pessoas infectadas, com 233.142 casos confirmados. O país fica atrás dos Estados Unidos, Reino Unido (241.461), um país com quase 70 milhões de pessoas, contra 210 milhões no Brasil, na Rússia seguinte (272.043) e Estados Unidos com quase um milhão e meio de infectados.

Quase 90.000 se recuperam de vírus, mas as contaminações continuam a ser cada vez maiores. O epicentro da pandemia no país, São Paulo, soma 61.183 infectados e 4.688 mortes, seguidos pelo Ceará e Rio de Janeiro.

Essa realidade é separada com insistência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em se concentrar na agenda econômica, enquanto perde seu segundo ministro da Saúde em plena pandemia. Nelson Teich pediu demissão por não aceitar a pressão de recomendar cloroquina no combate à covid-19 – assim como seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta (DEM-GO), um mês antes.

Medicamento Falho

Duas grandes pesquisas feitas recentemente nos Estados Unidos com milhares de pacientes, e registradas em revistas científicas internacionais – o que significa que foram revisadas por outros cientistas -, que mostram o uso da cloroquina e a hidroxicloroquina não diminuíram a mortalidade por covid-19, mas aumentaram.

Enquanto isso, o Exército aumentou 80 vezes a produção de cloroquina, o Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx) produziu 1,2 milhão de comprimidos do final de fevereiro até meados de abril. Até o início da pandemia, uma média de 250.000 comprimidos a cada dois anos, segundo a assessoria de imprensa do Exército.

O fármaco atende a quem sofre de lúpus, malária e, agora, segundo governo, pacientes com covid-19, apesar das negativas médicas. “A capacidade de produção pode ser de até 1 milhão de comprimidos por semana”, diz uma instituição, que produz uma droga sob encomenda do Ministério da Saúde.

O ex-ministro Mandetta chegou a dizer em entrevista ao Correio Braziliense que Bolsonaro quer “empurrar” uma cloroquina para o tratamento da covid-19 para quem é sintetizado como confiante e reativa a economia.

“Ele quer um medicamento para pessoas que sintam confiança, para retomar a economia. A pessoa fica na sua tranquilidade ao encontrar o medicamento para resolver o problema. Como é barato e o Brasil produz, por remédio para malária … Só que malária costuma dar em mais jovens ”, afirmou.

O próximo passo na frente da massa é viver essas pressões, como cobranças pelo isolamento social, outra bandeira de Bolsonaro durante uma pandemia. Ativar um plano com todo o Brasil, caso em que o cuidado com a saúde e a economia é contar com o uso geral da sociedade de soluções alternativas ao consenso mundial de controle da covid-19.

A Organização Mundial da Saúde e a comunidade médica e científica anunciam que é o único caminho para aumentar o ritmo de contágio neste momento. Não sabe o que acontece com o país conduzido por Bolsonaro. É um momento difícil no Brasil.

Fonte: El País // Créditos da imagem: Adriano Machado/Reuters

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