“Difícil lidar com ele”: Ministro da Saúde do Brasil deixa o cargo depois de menos de um mês

O ministro da Saúde do Brasil, Nelson Teich, anunciou na sexta-feira que estava deixando o cargo menos de um mês depois de assumir o cargo, depois de colidir com o presidente Jair Bolsonaro sobre a recusa do presidente em adotar o distanciamento e as quarentenas sociais.

No mês passado, Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde anterior, Luiz Henrique Mandetta, que havia batido de cabeça com o presidente pelos mesmos problemas.

Enquanto governadores e prefeitos em grande parte do país instaram os brasileiros a ficar em casa o máximo possível, Bolsonaro implorou que eles saíssem para trabalhar, argumentando que uma desvantagem econômica seria mais prejudicial ao país do que o vírus. Nesta semana, ele classificou os salões de beleza e academias de ginástica como negócios essenciais que devem permanecer abertos.

Ele repetidamente minimizou a pandemia, a certa altura descartando o Covid-19 como “um resfriado moderado” e elogiou uma droga não comprovada como um tratamento eficaz. Quando perguntado no final de abril sobre o número crescente de mortos no Brasil, ele disse: “E daí? Desculpe, mas o que você quer que eu faça?

O Brasil registrou mais de 200.000 infecções confirmadas e mais de 14.000 mortes, e esses números, entre os mais altos do mundo, estão subindo bastante. Especialistas dizem que os números subestimam muito a extensão de pedágio da epidemia porque o Brasil tem capacidade limitada de teste.

Oficialmente, o Brasil registra mais de 800 mortes por dia, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Em uma declaração anunciando sua demissão, Teich não deu um motivo, mas disse que realizará uma entrevista coletiva no final do dia.

Fonte: NY Times // Créditos da imagem: Evaristo Sa/AFP/ Getty Images

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