Coronavírus: Wuhan já testou quase um terço de seus residentes desde abril

Wuhan, o epicentro original do novo surto de coronavírus na China, testou mais de 3 milhões de residentes para o patógeno desde abril e agora concentrará seus esforços de teste no restante de 11 milhões de habitantes, de acordo com a mídia estatal.

Uma vez concluídos os testes de todos que moram na cidade, deve dar às autoridades uma indicação clara do número de casos assintomáticos à medida que empresas e escolas reabrem, informou a Agência de Notícias Xinhua na quinta-feira.

A prioridade será dada aos moradores que não foram testados antes, às pessoas que moram em conjuntos residenciais que tiveram casos anteriores de infecção, além de propriedades antigas ou densamente povoadas, disse a Xinhua, citando uma reunião do governo de Wuhan.

O medo de uma segunda onda de infecções explodiu no fim de semana, depois que Wuhan relatou um conjunto de infecções, a primeira desde que um bloqueio virtual na cidade foi suspenso em 8 de abril, aumentando o medo de uma segunda onda. As infecções mais recentes foram casos previamente assintomáticos, pessoas que tinham o vírus, mas não apresentavam sintomas como febre.

A Reuters, citando um documento interno para autoridades do distrito, informou em 11 de maio que a cidade planejava realizar a campanha de testes de ácido nucleico em toda a cidade por 10 dias. Isso implicaria a realização de milhões de testes em um período de tempo limitado.

Wuhan realizou um total de 1,79 milhão de testes de 1º de abril a 13 de maio, de acordo com os cálculos da Reuters com base em relatórios diários publicados pela comissão de saúde da cidade.

Se o relatório da Xinhua de que 3 milhões de testes foram realizados desde abril também usar dados da comissão de saúde, isso sugere que até 1,2 milhão de testes foram administrados somente em 14 de maio.

A comissão de saúde publicará os números de 14 de maio ainda na sexta-feira. Recentemente, Wuhan detectou mais de uma dúzia de infecções assintomáticas todos os dias.

Alguns especialistas dizem que o teste em massa é sem precedentes em escala e mostra o nível de preocupação. Outros alertam sobre possíveis erros de teste devido ao tamanho da amostra.

Evitando a Segunda Onda

Na sexta-feira, a China registrou quatro novos casos confirmados no continente em 14 de maio, contra três casos no dia anterior, informou a Comissão Nacional de Saúde (NHC) em comunicado na sexta-feira. Todos os novos casos foram transmitidos localmente.

Surtos recentes no nordeste da província de Heilongjiang e na cidade de Jilin contribuíram para o medo de surtos secundários.

“A situação da epidemia agora está fragmentada internamente, mas a tarefa de impedir a recuperação da epidemia permanece árdua”, disse Zeng Yixin, vice-ministro do NHC, em entrevista coletiva na sexta-feira.

“A situação epidêmica no exterior ainda é grave e complexa, e a pressão para se defender contra o exterior continua aumentando”, acrescentou Zeng, referindo-se ao que a China chama de casos importados de cidadãos que retornam do exterior infectados pelo vírus.

A China impediu a entrada de estrangeiros no país como precaução contra infecções importadas.

Zeng também disse que algumas vacinas contra COVID-19 devem terminar seus ensaios clínicos de segunda fase em julho.

O número total de casos confirmados na China continental agora é de 82.933, enquanto o número de mortos permanece inalterado em 4.633.

A China não inclui portadores de vírus assintomáticos em sua lista de casos confirmados. Também não divulga o número total de casos assintomáticos no país.

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