Bolsonaro nomeia Walter Braga, general, como chefe da Casa Civil

O presidente de extrema direita do Brasil, Jair Bolsonaro, disse na quinta-feira que escolheu o general do exército, Walter Braga, para ser chefe da Casa Civil, cortando vínculos com partidos políticos em seu círculo mais próximo de conselheiros que agora são todos militares.

Braga, atualmente chefe de gabinete do Exército e seu segundo oficial de mais alta patente, assumirá o cargo na terça-feira, substituindo Onyx Lorenzoni, que passará a chefiar o Ministério da Cidadania.

Bolsonaro twittou o anúncio da tão esperada mudança ministerial que remove Lorenzoni como o último político em seu gabinete.

A nomeação de Braga, o segundo general de serviço ativo no gabinete, eleva para sete o número de militares no gabinete de 20 membros, sem contar o vice-presidente Hamilton Mourão, general aposentado.

“Essa militarização, especialmente do círculo interno de ministros do Palácio do Planalto, reforça a imagem que Bolsonaro deseja ter, que ele não é aliado a nenhum grupo político”, disse Leonardo Barreto, da consultoria de análise de vetores da Leonardo Analysis.

A desconfiança dos políticos provavelmente foi outra razão pela qual Bolsonaro, ex-capitão do Exército, preferiu contar com assessores militares para ajudar a administrar o governo, disse Barreto.

Bolsonaro assumiu o cargo no ano passado com uma onda de sentimentos conservadores de brasileiros cansados ​​de políticas corruptas e prometeu romper com os partidos tradicionais. Desde então, ele rompeu com o pequeno partido que apoiou para ser eleito e lançou seu próprio movimento chamado Aliança pelo Brasil.

A substituição de Lorenzoni, um dos primeiros políticos a apoiar a candidatura presidencial de Bolsonaro em 2018, era esperada desde o ano passado. Ele não conseguiu mobilizar apoio político para a agenda do governo no Congresso, um trabalho que foi para o general do exército Luiz Eduardo Ramos em junho.

O chefe do gabinete também perdeu poder com a recente transferência para o Ministério da Economia de um programa responsável por atrair investimentos para a privatização de ativos estatais.

Entre os membros mais ativos do gabinete militar está o ministro da Infraestrutura Tarcisio Freitas, um engenheiro aposentado do Exército, que está liderando esforços para modernizar as estradas, portos, ferrovias e aeroportos do Brasil.

Um terceiro oficial de serviço ativo no governo é o tenente-coronel da Força Aérea Marcos Pontes, primeiro e único astronauta do Brasil e agora ministro da Ciência e Tecnologia.

Fonte: Reuters // Créditos da imagem: ANDRÉ DUSEK / ESTADÃO CONTEÚDO

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