Tia de Kim Jong-un reaparece, após seis anos de silêncio

A tia de Kim Jong-un apareceu em público pela primeira vez em mais de seis anos, encerrando as especulações de que ela havia sido expulsa ou executada depois de ajudar seu sobrinho a se estabelecer como líder da Coréia do Norte.

O jornal oficial do partido governante da Coréia do Norte, o Rodong Sinmun, mostrou Kim Kyong-hui sentada ao lado de Kim e sua esposa, Ri Sol-ju, em uma apresentação para marcar o ano novo lunar em um teatro em Pyongyang no sábado.

Seu nome também foi mencionado em um relatório sobre o evento pela agência de notícias estatal KCNA.

Boatos de que Kim Kyong-hui havia sido marginalizada, ou possivelmente executada, ganharam força depois que seu influente marido, Jang Song-thaek, foi executado por um esquadrão de fuzilamento por traição e corrupção em dezembro de 2013.

Dias após a morte de Jang, a mídia estatal nomeou sua esposa como membro do comitê fúnebre de outro alto funcionário. Mas ela não estava presente em uma cerimônia para marcar o segundo aniversário, dias depois, da morte de seu irmão e do pai de Kim Jong-un, Kim Jong-il, e seu nome não havia sido mencionado nos despachos da KCNA até domingo.

Alguns observadores acreditam que ela se tornou vítima de uma série de expurgos que seu sobrinho ordenou, na tentativa de livrar o partido no poder de possíveis rivais. Outros especularam que Kim Kyong-hui, uma alcólatra, havia morrido devido a problemas de saúde.

A aparição repentina da mulher de 73 anos está sendo vista como uma demonstração de união familiar, pois o regime procura pressionar os EUA a fazer concessões para reiniciar as negociações de desnuclearização.

“Imensamente importante”

Embora seja improvável que ela recupere posições formais de influência política, sua presença é extremamente simbólica, de acordo com Michael Madden, especialista em liderança da Coréia do Norte no Stimson Center, em Washington.

“A aparição repentina de grandes autoridades em um regime como o da Coréia do Norte é sempre extremamente importante”, disse Madden. “Mesmo que ela não tenha cargo político ou posição formal no regime, fazer uma aparição pessoal como essa é uma demonstração pública de apoio ao sobrinho”, acrescentou. “É uma forte expressão da unidade da família Kim”.

Antes de sua ausência da vida pública, Kim Kyong-hui – a filha caçula do fundador da Coréia do Norte, Kim Il-sung – era uma general do exército de quatro estrelas e membro do Politburo.

Diz-se que ela foi fundamental para preparar o sobrinho para suceder seu pai, que morreu de ataque cardíaco no final de 2011.

Fonte: Guardian // Créditos da imagem: 朝鮮通信社/AP

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