Macron diz que levantou preocupações com o Japão sobre a detenção de Ghosn

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse na quarta-feira que havia conversado anteriormente com o primeiro-ministro do Japão sobre as condições em que o ex-chefe da Nissan-Renault, Carlos Ghosn, estava sendo mantido.

Depois de fugir do Japão no final de dezembro, Ghosn disse que foi tratado “brutalmente” pelos promotores de Tóquio e que ele foi vítima de uma conspiração da montadora japonesa Nissan.

“Eu disse várias vezes ao (primeiro-ministro Shinzo) Abe que as condições da detenção e interrogatório de Carlos Ghosn não me pareciam satisfatórias”, disse Macron a repórteres.

Ghosn disse em uma entrevista coletiva na semana passada que havia fugido para limpar seu nome e disse, sem nomear o presidente, que as sementes da crise na aliança franco-japonesa foram costuradas quando Macron era ministro da Economia.

Macron disse na quarta-feira que as decisões tomadas “sempre defenderam os interesses franceses”, acrescentando que era conveniente argumentar que a defesa de interesses nacionais poderia prejudicar um executivo.

Ghosn disse que as autoridades da Nissan e do Japão ficaram chocadas com uma decisão do governo francês em 2015 de aumentar a participação do Estado na Renault e dobrar seus direitos de voto.

“Isso deixou uma grande amargura”, disse Ghosn na semana passada.

A medida deixou o lado japonês da aliança Renault-Nissan temendo que um campeão nacional estivesse sob o controle do governo francês, disseram fontes.

Fonte: Reuters // Imagem destaque: Yoan Valat/Pool via REUTERS

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