Ministro da educação brasileiro ridicularizado por uma série de erros ortográficos

Abraham Weintraub, é o ministro responsável pela educação de dezenas de milhões de crianças em idade escolar e estudantes universitários.

Mas uma série de erros ortográficos de alto nível e excruciantes deixaram a reputação ortográfica de Weintraub em maus lençóis, com acadêmicos e pais exigindo sua imediata expulsão do cargo.

A última gafe de Weintraub veio na quarta-feira quando ele enviou uma mensagem no Twitter para o filho político do presidente de extrema direita do Brasil, Jair Bolsonaro, contendo a alegação falsa de que não havia nenhum estudo acadêmico sobre questões de segurança pública no Brasil.

O ministro declarou a afirmação “imprecionante (impressionante)”, declarou Weintraub, provocando escárnio generalizado, mesmo de apoiadores.

O Weintraub acabou eliminando o posto ofensivo, mas não foi seu primeiro erro desse tipo. No ano passado, o ministro de 48 anos foi ridicularizado por usar a palavra incorreta “suspenção” (“suspensão”) em um documento oficial.

Em outra ocasião, o Weintraub – um dos subordinados mais leais escolhidos por Bolsonaro – pareceu confundir o autor Franz Kafka com uma almôndega do Oriente Médio, o kafta.

O último deslize do Weintraub provocou uma série de risadas e críticas de alto nível.

“É uma vergonha”, a destacada jornalista política Eliane Cantanhêde reclamou dos erros “grosseiros” de Weintraub em seu podcast matinal.

“Podemos brincar, mas acho isso muito sério”, acrescentou. “Ele é o ministro da edu-ca-ção”.

Daniel Peres, professor filósofo da universidade federal do estado da Bahia, disse que era óbvio que o ministro “medíocre” e que não estava preparado para o seu trabalho: “O ministro é claramente alguém que sofre de uma deficiência de informação”.

Mas muito mais preocupante foi a guerra ideológica que Peres alegou que membros do governo de direita de Bolsonaro – liderados por Weintraub – estavam travando contra a educação brasileira.

Peres, 51, disse: “Os erros de ortografia são o menor dos problemas dele. A verdade é que ele é a linha de frente da facção ideológica do governo, com ele responsável pelos assuntos internos e o [ministro das Relações Exteriores] Ernesto Araújo responsável pela política externa”.

“Meu senso é que eles não têm nenhuma visão para a educação brasileira ou que [eles querem ver] a completa destruição das universidades brasileiras. São pessoas que simplesmente não acreditam na ciência e no conhecimento como algo estratégico para o desenvolvimento de um país”.

Peres acrescentou: “Sou professor universitário há 25 anos e nunca vi nada assim”.

Fonte: Guardian/Veja // Imagem destaque: Ueslei Marcelino/Reuters

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