Gastos públicos do Brasil diminuem, porém governo está longe de atingir a meta

As finanças públicas do Brasil melhoraram em outubro, mostraram números do Tesouro na quinta-feira, já que o superávit mensal esperado sazonalmente ajudou a reduzir o déficit geral do governo este ano e a mantê-lo no caminho certo para ficar abaixo da meta.

Ainda assim, o superávit do orçamento primário de 8,7 bilhões de reais em outubro foi menor do que os economistas esperavam e os gastos com o seguro social continuaram subindo, destacando as pressões subjacentes nas contas públicas.

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, disse que dificilmente haverá flexibilidade no orçamento para os próximos dois anos, acrescentando que o investimento público, já o mais baixo já registrado, provavelmente cairá além do estável.

“Não pense que teremos muito espaço para investimento público em 2020 ou 2021. Segundo nossas regras atuais, a tendência para esse gasto em 2021 é que será menor do que é agora”, disse Almeida a repórteres em Brasília.

Almeida também disse que o governo está a caminho de registrar um déficit nominal este ano em torno de 6% do produto interno bruto e registrar um aumento da dívida pública bruta muito abaixo do previsto.

Almeida estava falando depois que os números do Tesouro mostraram que o superávit primário do orçamento do governo central em outubro era menor que o superávit médio estimado em 10,7 bilhões de reais e 11,0% menor que o superávit de 9,5 bilhões de reais registrado no mesmo mês do ano passado.

Outubro tende a ser um mês excedente, graças à entrada de fundos relacionados ao petróleo e à entrada de impostos corporativos e de renda.

O déficit primário acumulado no ano, antes da consideração dos pagamentos de juros, reduziu-se para 63,85 bilhões de reais, 14,8% a menos em termos reais em comparação com os primeiros dez meses do ano passado, afirmou o Tesouro.

Nos 12 meses até outubro, o déficit primário ficou em 113,1 bilhões de reais, ou 1,1% do produto interno bruto, abaixo dos 1,3% do PIB de um ano atrás. A meta do governo para 2019 é de um déficit de 139 bilhões de reais.

Mas os gastos com seguridade social aumentaram 8,0% no mesmo mês do ano anterior, para 14,6 bilhões de reais. Isso elevou o déficit acumulado da previdência social até agora este ano para 179,9 bilhões de reais, cerca de 3% a mais do que um ano atrás, mostraram números do Tesouro.

Fonte: Reuters

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