Inflação chinesa atinge maior nível desde 2012

A inflação da China cresceu em sua taxa mais rápida em quase oito anos em outubro, impulsionada por um aumento nos preços da carne de porco causado por um surto de peste suína africana, segundo dados oficiais divulgados no sábado.

O índice de preços ao consumidor (IPC) – um indicador importante da inflação no varejo – atingiu 3,8% no mês passado, informou o National Bureau of Statistics (NBS), acima dos 3,0% em setembro e a maior taxa anual desde janeiro de 2012.

Analistas de uma pesquisa da Bloomberg News previam uma taxa de 3,4%.

Os preços da carne de porco, a carne mais consumida na China, mais que dobraram no ano passado, segundo a NBS.

Mais de 1 milhão de porcos foram abatidos devido a surtos generalizados desde que a peste suína africana apareceu em agosto de 2018, de acordo com estatísticas oficiais, mas isso é amplamente considerado uma subestimação.

Isso, por sua vez, também elevou os preços de outras carnes, incluindo carne bovina, frango, pato e ovos, à medida que os consumidores mudam para outras fontes de proteína.

A alta levou o governo a intervir para estabilizar preços e garantir suprimentos, segundo a agência de notícias oficial Xinhua.

“Os líderes chineses estão aterrorizados com a inflação”, disse a empresa de pesquisa Trivium China, com sede em Pequim, descrevendo os aumentos de preços como “um dos maiores impulsionadores dos protestos de Tiananmen em 1989”.

A taxa de inflação naquele ano ficou em 18,25%.

Enquanto isso, os preços do produtor tiveram seu maior declínio em mais de três anos, caindo pelo sexto mês consecutivo, atingido pela guerra comercial com os Estados Unidos.

O índice de preços ao produtor (PPI) – um importante barômetro do setor industrial que mede o custo dos produtos no portão da fábrica – contraiu 1,6% em outubro em relação ao ano anterior, informou a NBS.

Isso ocorreu depois que os preços encolheram 1,2% em setembro e representaram o maior declínio desde agosto de 2016.

Analistas de uma pesquisa da Bloomberg previam que os preços ao produtor encolheriam 1,5%.

Fonte: AFP/Jiji Press

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