Guarda-costas do Papa Francisco renuncia após vazamento de documento

O guarda-costas do papa Francisco renunciou na segunda-feira por um vazamento relacionado a uma investigação financeira em andamento, informou o Vaticano.

Domenico Giani, 57, “não tem responsabilidade pessoal” pelo vazamento, mas estava se afastando para permitir que a investigação prosseguisse, informou o Vaticano em comunicado.

Um panfleto da polícia do Vaticano assinado por Giani – o comandante da Gendarmaria do Vaticano – foi divulgado à imprensa em 2 de outubro. O documento identificou cinco funcionários do Vaticano que foram suspensos enquanto aguardavam uma investigação de irregularidades financeiras.

A pessoa que vazou o documento permanece desconhecida.

O Papa Francisco se reuniu com Giani sobre sua renúncia, de acordo com a declaração do Vaticano, e “expressou agradecimento por seu gesto” e por seus 20 anos de “fidelidade e lealdade inquestionáveis”.

Em entrevista ao Vatican News, Giani disse que o vazamento “atropelou a dignidade dessas pessoas” sendo investigadas.

“Como comandante, eu também tinha vergonha do que aconteceu e do sofrimento causado a essas pessoas”, disse ele na entrevista. “Por esse motivo, sempre tendo dito e testemunhado que estou pronto para sacrificar minha vida para defender a vida do papa, com o mesmo espírito que tomei a decisão de entregar minha acusação para não danificar a imagem. e atividade do Santo Padre”.

Giani serviu como guarda-costas de três papas: Papa João Paulo II, Papa Bento XVI e Papa Francisco.

Fonte: CNN