Greves de fome aumentam em instalações de detenção de imigrantes no Japão

O número de casos em que estrangeiros detidos em centros de imigração realizam greves de fome em busca de libertação provisória tem aumentado, informou a Agência de Serviços de Imigração na terça-feira.

A agência está lutando para lidar com o problema, com a morte de um desses detidos.

No final de junho, um total de 1.147 estrangeiros foram detidos em instalações de imigração em todo o Japão, depois de receberem ordens de deportação por razões que incluíam estadias ilegais.

Aproximadamente 75% deles procuraram permanecer no Japão em vez de serem deportados para seus países de origem, levando a detenções prolongadas.

Entre junho e quarta-feira passada, 198 detidos se recusaram a comer em busca da libertação provisória, segundo a agência. A certa altura, mais de 100 detidos em todo o país rejeitaram suas refeições em um único dia, depois que um iraniano detido no Centro de Imigração Higashi-Nihon, na cidade de Ushiku, na província de Ibaraki, foi libertado temporariamente em julho, após realizar uma greve de fome.

Medidas drásticas, como uma revisão abrangente do sistema de detenção, são consideradas necessárias, especialmente depois que um nigeriano de 40 anos morreu durante uma greve de fome em junho no Centro de Imigração Omura, na cidade de Omura, na província de Nagasaki.

Mas a agência de imigração acredita que é difícil expandir o escopo dos detidos elegíveis para liberdade provisória por questões de segurança. O número de estrangeiros presos durante liberdade provisória entre janeiro de 2018 e junho deste ano totalizou 109, enquanto 332 pessoas desapareceram após serem libertadas temporariamente.

A agência planeja criar um grupo de especialistas para considerar medidas relativas à detenção e deportação de estrangeiros. Espera-se que o painel compile um conjunto de propostas durante o ano fiscal de 2019, que termina em março próximo.

“Quero que o painel realize debates completos sobre medidas concretas, como possíveis medidas legais”, disse o ministro da Justiça Katsuyuki Kawai em uma entrevista coletiva na terça-feira.

Fonte: Jiji Press

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