Japão visa enviar navios para o Iêmen, em vez do estreito de Ormuz

O Japão pode enviar embarcações para patrulhar o Iêmen, em vez de se unir a uma coalizão liderada pelos EUA para proteger o transporte marítimo no Estreito de Ormuz, em meio a crescentes tensões com o Irã, disseram fontes do governo nesta quinta-feira.

A administração do primeiro-ministro Shinzo Abe está relutante em enviar a Força de Defesa Marinha ao estreito, uma importante rota marítima pela qual passa cerca de um quinto do petróleo do mundo, preocupada que isso possa prejudicar os laços amistosos de Tóquio com Teerã.

Mas está sob crescente pressão de Washington para participar do esforço norte-americano, apelidado de Operação Sentinela, com o chefe do Pentágono, Mark Esper, no início desta semana, pedindo ao Japão para “considerá-lo” com veemência.

Como um compromisso, o Japão está considerando enviar destroyers do MSDF e aviões de vigilância P-3C Orion ao Estreito de Bab el-Mandeb, entre o Iêmen e o Chifre da África, disseram as fontes.

“Não podemos simplesmente não fazer nada”, disse um funcionário do governo Abe.

A missão provavelmente seria ocupada por forças já envolvidas em operações antipirataria na Somália. Os navios japoneses não fariam parte da coalizão liderada pelos EUA, embora a área de operações se sobreponhasse.

Abe espera discutir o assunto com o presidente dos EUA, Donald Trump, quando se reunir no final deste mês na França, à margem de uma cúpula do G7, de acordo com as fontes, com uma decisão final dependente de como outros aliados dos EUA optam por prosseguir.

Grã-Bretanha e Israel anunciaram que participarão da coalizão, mas a Alemanha declinou.

Atualmente, autoridades do governo Abe acreditam que tal missão seria possível sob a legislação existente.

As atividades da SDF no exterior são restritas sob a Constituição de renúncia à guerra.

Fonte: Kyodo

Anúncios

Deixe um comentário:

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.