Um boicote aos produtos japoneses na Coréia do Sul teve um impacto nas vendas da Uniqlo no país, afirmou a empresa nesta sexta-feira, destacando o crescente impacto econômico de uma disputa diplomática em relação ao papel de Tóquio na época da guerra.

A decisão do Japão no mês passado de aumentar os controles sobre as exportações de materiais que a Coréia do Sul usa para fabricar semicondutores e telas de smartphones provocou uma reação do consumidor na Coreia, com os consumidores boicotando produtos japoneses de cerveja a canetas.

As relações entre os dois aliados dos EUA estão agora em pior situação em décadas. A disputa está enraizada na compensação por trabalhadores forçados durante a ocupação do Japão e a Coréia do Sul repetidamente invocou sua difícil história com o Japão, que colonizou a península coreana durante a Segunda Guerra Mundial.

“Podemos confirmar que houve um impacto nas vendas na Coréia”, disse uma porta-voz da Fast Retailing, proprietária da Uniqlo, que se recusou a citar números.

A recente decisão da empresa de fechar uma loja em Seul não estava relacionada ao boicote, disse a porta-voz, acrescentando que o contrato para a propriedade havia terminado e a empresa decidiu não renovar.

O Japão citou preocupações de segurança para as restrições. A medida, no entanto, também foi vista como uma retaliação depois que um tribunal sul-coreano ordenou no ano passado que empresas japonesas indenizassem os coreanos que foram obrigados a trabalhar para ocupantes japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

O Japão também removeu a Coreia do Sul de uma lista de parceiros comerciais favorecidos.

A Uniqlo é uma das marcas mais visíveis do Japão, globalmente, fora dos setores automotivo e eletrônico. Tem perto de 190 lojas na Coréia do Sul, onde vende cerca de 140 bilhões de ienes (US $ 1,3 bilhão) de roupas por ano, ou 6,6% de sua receita.

Fonte: Reuters 

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