Presidente da Japan Post Insurance Co., Mitsuhiko Uehira. Foto: KYODO

Japan Post admite o mau gerenciamento de 90.000 apólices de seguro

A Japan Post Insurance Co. admitiu má administração na quarta-feira em conexão com mais de 90 mil apólices de seguro, no maior escândalo para o grupo postal dominante do país desde sua privatização em 2007.

Mitsuhiko Uehira, presidente do braço de seguros da Japan Post Holdings Co., pediu desculpas em uma coletiva de imprensa por ter causado problemas aos clientes, incluindo aqueles que foram forçados a pagar prêmios por apólices de seguro novas e antigas, mesmo depois de terem rescindido os contratos antigos.

Inicialmente, a empresa negou qualquer irregularidade, ressaltando que os clientes consentiram em seus contratos.

Kunio Yokoyama, presidente da Japan Post Co., unidade de entrega de correspondência do grupo que também vende apólices de seguro, disse que a má conduta possivelmente se deve à equipe de vendas que tenta cumprir suas metas.

“Nossas metas de vendas não se ajustaram aos tempos”, disse Yokoyama na mesma coletiva de imprensa, referindo-se ao recente ambiente de negócios difícil devido ao declínio da população e às taxas de juros ultrabaixas no Japão. “Nós responderemos estritamente se alguma atividade ilegal for encontrada.”

A Financial Services Agency (Agência de Serviços Financeiros) está considerando encomendar o Japan Post Insurance para melhorar as operações de negócios, disseram autoridades do setor financeiro.

A companhia de seguros disse que lançará uma investigação por um painel de terceiros e também tomará medidas de alívio para os clientes, incluindo o reembolso de prêmios pagos em excesso.

A empresa descobriu que em cerca de 22.000 casos os clientes foram obrigados a fazer pagamentos duplicados para os contratos novos e antigos entre abril de 2016 e dezembro de 2018.

Houveram 47.000 casos em que os clientes não estavam cobertos pelo seguro, apesar de terem pago seus prêmios, enquanto a seguradora se recusou a estender contratos sem motivo suficiente em mais 23.900 casos por cinco anos até março.

Fonte: Kyodo

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