G.Dettmar/CNJ - 18.9.18 Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli Fonte: Último Segundo - iG

Codinome “amigo do amigo do meu pai” era de Toffoli, diz Marcelo Odebrecht à PF

Material entregue pelo delator à Operação Lava Jato aponta menção a presidente do Supremo Tribunal Federal.

Presidente do STF, que na época era advogado-geral da União, teria feito negociações com Adriano Maia sobre hidrelétricas no Rio Madeira, entenda.

O empresário Marcelo Odebrecht encaminhou à Polícia Federal explicações sobre codinomes citados em e-mails apreendidos em seu computador em que afirma que o apelido “amigo do amigo do meu pai” refere-se ao ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A explicação do empreiteiro se refere a um e-mail de 13 de julho de 2007, quando o ministro ocupava o cargo de Advogado-Geral da União (AGU) no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do Jornal Estadão de São Paulo.

O codinome atribuído ao presidente do STF foi citado em um email do dia 13 de julho de 2007, enviado por Marcelo a dois executivos, Adriano Maia e Irineu Meireles. Na época, Toffoli era Advogado-Geral da União (AGU) no governo do ex-presidente Lula. O caso foi revelado pela revista digital Crusoé.

Anexo do documento – link Estadão.

No documento, o codinome “refere-se a tratativas que Adriano Maia tinha com a AGU sobre temas envolvendo as hidrelétricas do Rio Madeira”. O texto ressalta, porém, que a natureza e o conteúdo das negociações só podem ser esclarecidas por Adriano, “que as conduziu”.

As informações enviadas por Marcelo Odebrecht foram solicitadas pela PF e são parte do acordo de colaboração premiada, firmado por ele com a Procuradoria-geral da República. O delator está desde dezembro de 2017 em prisão domiciliar depois de passar cerca de dois anos presos em Curitiba.

A Perícia da PF também identificou repasses de R$ 1.458.100 para codinomes que delatores da empresa dizem corresponder ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamado de “Botafogo” e “Inca”, e seu pai, o vereador do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM), que seria o “Déspota”.

O relatório da PF foi anexado ao inquérito aberto em 2017 no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar se os dois receberam recursos em 2008 e 2010 por meio de caixa dois. Na época, Rodrigo e Cesar Maia negaram as acusações.

Tanto a PF quanto a procuradora-geral da República, Raquel Dodge , pediram ao STF mais prazo para continuar as investigações. Ainda falta colher alguns depoimentos e receber das operadoras de telefonia informações cadastrais de alguns números atribuídos aos investigados.

Fonte: Último Segundo – iG | Jornal Estadão de São Paulo

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Leandro | レアンドロ・フェレイラ

Webmaster, programador, desenvolvedor e editor de artigos.

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