As empresas de mídia social e os investidores estrangeiros devem fazer mais para garantir que apóiem ​​os direitos humanos em Mianmar, afirmou na terça-feira o relator especial Yanghee Lee, sugerindo que o Facebook não estava tratando as partes do conflito do país de forma imparcial.

Mianmar tem tentado atrair investidores estrangeiros e desviar a atenção de 730 mil muçulmanos rohingyas que fugiram do país desde 2017. Um inquérito da ONU culpou o êxodo em uma campanha militar com “intenção genocida”, que o governo nega.

O Facebook disse neste mês que proibiu quatro grupos insurgentes que combatem o exército de Mianmar depois de ter sido criticado por não fazer o suficiente para bloquear o conteúdo que alimenta o conflito. Lee disse estar preocupada que o Facebook não tenha proibido o exército de Mianmar e os grupos armados aliados também.

“Ao contrário do objetivo declarado de diminuir as tensões, essa proibição seletiva pode contribuir para sentimentos de desigualdade por parte de minorias étnicas”, disse Lee em um relatório que apresentará ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em 11 de março.

“Instituições públicas ligadas aos militares, seus apoiadores, grupos religiosos extremistas e membros do governo continuam a proliferar discurso de ódio e desinformação no Facebook.”

A empresa disse que tomou medidas para banir “figuras de ódio, organizações de ódio e oficiais militares” do Facebook em Mianmar. Suas investigações estavam em andamento e não se limitavam aos quatro grupos que tinham na lista negra.

“Não queremos que ninguém use o Facebook para incitar ou promover a violência, não importa quem sejam”, disse em um comunicado.

Fonte: Reuters

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