Japão conclui projeto de lei que prevê reduzir tarifas de celular

O Gabinete do primeiro-ministro Shinzo Abe concluiu e aprovou na terça-feira (5) uma proposta de revisão para reduzir as taxas de serviços de telefonia móvel em meio a críticas de que as operadoras japonesas cobram muito caro em comparação a outros países, informou a agência de notícias Kyodo.

O projeto que revisa a lei de negócios de telecomunicações proibiria as operadoras de oferecer planos que cobrem o preço do telefone em si e as taxas de conexão.

Atualmente, as operadoras cobram altas taxas de uso de dados (internet) em troca de descontos nos aparelhos, um modelo que muitos usuários dizem ser complicado.

Em vez disso, as empresas precisarão cobrar separadamente por dados e dispositivos. Ao adicionar a exigência, será mais fácil para o usuário comparar os serviços, levando a uma maior concorrência e preços mais baixos, disse o ministro das Comunicações, Masatoshi Ishida, em uma entrevista coletiva após uma reunião do gabinete.

Duas das três principais operadoras do país, a SoftBank e a KDDI, responsável pelo serviço de telefonia móvel au, disseram que já cumprem as novas regras, enquanto a NTT Docomo planeja fazer a mudança nesta primavera.

Mais de 60% da população japonesa possuem smartphones, e o número sobe para 84% ao incluir tablets e outros dispositivos.

As famílias do país gastaram uma média ¥100.250 em tarifas móveis em 2017, cerca de 3% de todas as despesas, de acordo com o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações.

As tarifas móveis do Japão são relativamente altas. Custam cerca de ¥7.000 por mês para usar 20 gigabytes em Tóquio, mais caro que Nova York, Londres e Seul, segundo estatísticas mais recentes do ministério.

A questão entrou em evidência em agosto do ano passado, quando o chefe de gabinete do governo, Yoshihide Suga, fez uma rara observação dizendo que as três principais operadoras poderiam reduzir suas tarifas em cerca de 40%.

A revisão proposta colocará as três empresas, que juntas controlam quase 90% do mercado doméstico de telefonia móvel, em competição direta com rivais menores, como a Rakuten, que ganharam popularidade nos últimos anos por seus serviços mais baratos.

As mudanças, que podem ser aprovadas pelo Parlamento até junho, também garantirão que os usuários não fiquem amarrados a contratos que geralmente duram dois ou quatro anos.

Fonte: Alternativa

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Leandro | レアンドロ・フェレイラ

Webmaster, programador, desenvolvedor e editor de artigos.

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