Boicote da Huawei pelos EUA é recebido com aplausos e criticas na Europa

A Europa está pedindo aos Estados Unidos que boicote os equipamentos de telecomunicações Huawei 5G, com alguns governos indiferentes às suspeitas de espionagem contra o gigante chinês, mas outros apoiando a proibição.

No mais recente revés para a Huawei, a Polônia disse na sexta-feira que prendeu um executivo de telecomunicações chinês suspeito de espionar para a China, com a mídia local identificando-o como diretor da Huawei.

No sábado, a Huawei informou que demitiu o funcionário preso na Polônia, dizendo à AFP que “suas alegadas ações não têm relação com a empresa”.

A Huawei sofreu a prisão da filha do fundador da empresa no Canadá e dos esforços dos EUA para colocar a empresa na lista negra internacionalmente por causa de preocupações de segurança.

Vários países da Ásia e do Pacífico seguiram o apelo de Washington para uma proibição da Huawei, mas a imagem na Europa é mais sutil, até porque as capacidades de 5G da Huawei são tão atraentes. Eles estão bem à frente da Ericsson sueca, da finlandesa Nokia e da sul-coreana Samsung, segundo analistas.

A tecnologia de quinta geração (5G) representa um salto quântico na velocidade de comunicação sem fio, e será fundamental para o desenvolvimento da Internet das coisas (IoT), incluindo carros autônomos. É por isso que a Europa quer implantá-lo o mais rápido possível.

“As operadoras analisaram alternativas, mas perceberam que a Huawei é atualmente mais inovadora e provavelmente melhor para a 5G”, disse Dexter Thillien, analista da Fitch Solutions.

A Huawei vem enfrentando um crescente escrutínio sobre suas supostas ligações com serviços de inteligência chineses, levando não apenas os EUA, mas também a Austrália e o Japão a impedi-lo de construir suas redes de internet 5G.

Mas na Europa, a operadora de Portugal, MEO, assinou um contrato com a Huawei em dezembro durante uma visita do presidente chinês, Xi Jinping, elogiando a competência, talento e capacidade da empresa chinesa para desenvolver tecnologia e investir no país.

Por outro lado, na Noruega, cujas redes atuais são em sua maioria equipamentos Huawei, está pensando em maneiras de reduzir sua “vulnerabilidade”, especialmente com países com os quais Oslo “Não tem cooperação de segurança”, uma referência implícita à China.

O secretário de Defesa da Grã-Bretanha, Gavin Williamson, disse que ele tinha “preocupações graves e profundas sobre a Huawei fornecer a rede 5G na Grã-Bretanha”.

A agência de cibersegurança tcheca disse que as leis chinesas “forçam empresas privadas com suas sedes na China a cooperarem com serviços de inteligência”, o que poderia torná-las “uma ameaça” se envolvidas com a tecnologia-chave de um país.

A Alemanha está sob pressão de Washington para seguir o exemplo, informou a revista Der Spiegel. Mas o órgão de fiscalização de TI do país diz que não viu provas de que a Huawei possa usar seus equipamentos para espionar a Beijing.

Fonte: AFP

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