A decisão do Japão de deixar a Comissão Internacional da Baleia (IWC) poderia ter consequências para nativos do Alasca, os quais sobrevivem dessa pesca.

O Japão anunciou no mês passado que está deixando a comissão para retomar a caça comercial pela primeira vez em 30 anos, informou a Energy Desk do Alasca na sexta-feira.

A comissão internacional proibiu a caça comercial na década de 1980, quando a população de baleias diminuiu.

“Seria de nosso interesse que o Japão permanecesse na IWC”, disse John Hopson Jr., presidente da Comissão Baleeira Eskimo do Alasca. “Eles eram um forte aliado nosso na obtenção de nossa cota.”

A comissão internacional estabelece a cota de caça de subsistência no Alasca.

O apoio aos nativos do alaska podem diminuir se outros países seguirem o exemplo do Japão e deixarem a comissão internacional, disse Jessica Lefevre, advogada da Comissão Baleeira Eskimo do Alasca.

A comissão aprovou uma mudança de regra no ano passado que tornou a renovação da caça à subsistência aborígene automática sob certas condições. A ausência do Japão na comissão poderia tornar a mudança de regra menos segura, disse Lefevre.

“A principal vulnerabilidade para nós é que a renovação automática pode ser desafiada em algum momento no futuro, se o equilíbrio de poder dentro da CBI, dada a saída do Japão, mudar mais na direção da coalizão anti-baleeira”, disse Lefevre.

Após a proibição comercial da caça às baleias, o Japão continuou caçando baleias, até mesmo espécies em perigo. O Japão agora planeja encerrar a prática muito criticada, mas pretende permitir a caça comercial em suas águas territoriais e sua zona econômica exclusiva de 320 quilômetros ao longo de suas costas.

Fonte: Asahi

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Leandro Ferreira | Connection Japan ®

Webmaster, programador, desenvolvedor e editor de artigos.

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