Lutando para preencher suas posições, os militares alemães estão elaborando planos para recrutar cidadãos de outros países europeus como parte de um esforço para fortalecer as forças armadas.

A ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, quer recrutar poloneses, italianos e romenos, disse a revista Der Spiegel, citando um documento do ministério.

As forças armadas alemãs, ou Bundeswehr, intensificaram seus esforços de recrutamento como parte de um reajuste mais amplo após a anexação da Criméia pela Ucrânia, em 2014, pela Rússia.

No ano passado, a Alemanha disse que aumentaria o tamanho de suas forças armadas para 198.000 soldados ativos em 2024, de 179.000.

A pressão sobre Berlim aumentou novamente em julho, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, disse em uma cúpula da Otan que Washington poderia retirar o apoio à aliança se a Europa não aumentasse os gastos militares.

De acordo com o documento cdo ministério, cerca de 255.000 poloneses, 185.000 italianos e 155.000 romenos, com idades entre 18 e 40 anos, vivem na Alemanha – cerca de metade de todos os cidadãos estrangeiros da UE. Se 10% deles pudessem se interessar pelo Bundeswehr, isso poderia gerar 50.000 novos candidatos.

Não disse se serviriam ao lado dos alemães em regimentos regulares, ou formariam suas unidades semelhantes à Legião Estrangeira Francesa.

Não houve comentários disponíveis do ministério quando foi contatado pela Reuters.

O Ministério da Defesa quer limitar o grupo de potenciais recrutas àqueles que já vivem na Alemanha há vários anos e falam alemão fluentemente, disse o Der Spiegel.

Tais limites visam minimizar a preocupação entre outros países da União Européia em relação à Alemanha atraindo seus soldados em potencial oferecendo melhores salários.

Fonte: The Japan News

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Leandro Ferreira | Connection Japan ®

Webmaster, programador, desenvolvedor e editor de artigos.

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