Vitória do esporte, da liberdade e da economia : Governador Cuomo ( ao lado de Ronda Rousey ) reconhece que a legalização do MMA em Nova Iorque resultou em enorme ganho de receita para o estado ( Cortesia : Divulgação ).

Governador Andrew Cuomo elogia as contribuições do MMA para a economia de Nova Iorque

A receita fiscal estadual gerada pelas lutas profissionais de MMA subiu 707% desde que o estado de Nova Iorque legalizou o esporte das artes marciais mistas. Os números não mentem e mostram a receita saltando de US $ 939.495 ( no período do 1º de setembro de 2014 à 31 de agosto de 2016 ) para US $ 7,6 milhões ( no período de 1º de setembro de 2016 a 31 de agosto de 2018 ), segundo a mídia norte-americana especializada em MMA.

Outras fontes informam que no período de 1º de setembro de 2016 até o final de agosto deste ano, a receita total gerada pelos esportes de combate em Nova Iorque foi de US $ 97.245.574, um aumento de 204,6% em relação ao período anterior de dois anos.

Isso é ótimo para o estado de Nova Iorque em geral, bem como para o governo estadual, que viu as receitas fiscais de esportes de combate saltarem de US $ 939.495 para US $ 7,5 milhões.
O Governador Andrew Cuomo ficou impressionado :

  • “A indústria de esportes de combate produziu receitas e atividades econômicas sem precedentes para Nova Iorque desde que legalizamos as artes marciais mistas em nosso estado há dois anos. Esses novos dados falam muito sobre a popularidade desses eventos emocionantes, que dão suporte a centenas de empregos e milhões de dólares em produção econômica”.- Declarou Cuomo.

Nova Iorque cobra imposto sobre as vendas de ingressos, e 3% ou até US $ 50.000 para cada transmissão simultânea das lutas.
A receita total, incluindo vendas de ingressos e a profissionalização da modalidade, mesmo políticos como o Senador John Mc Cain ( falecido recentemente ), que havia desencadeado uma cruzada contra o esporte nos anos 90, responsável pelo banimento do esporte em diversos estados norte-americanos, acabaram mudando de lado. ‘simulcasting’, disparou mais de 200%, de US $ 31,9 milhões para US $ 97,2 milhões.
O número de ingressos vendidos aumentou de 333.529 ( números anteriores à introdução do MMA ) para 530.143 ( após a legalização do esporte no estado ).

Apesar de lamentavelmente atrasado, o reconhecimento do esporte provou ser notavelmente bom para a modalidade, os torcedores e o estado como um todo. Nova Iorque tornou-se o último dos 50 estados dos Estados Unidos a legalizar o MMA em 2016.
No início daquele ano a Assembleia Legislativa de Nova Iorque aprovou a realização de eventos de MMA no estado por 113 votos a 25, com a assinatura do Governador do estado, Andrew Cuomo, autorizando o esporte em definitivo, poucos meses depois.

A regularização pela Comissão Atlética do Estado de Nova York foi apenas uma consequência disso tudo.
Era o fim de uma briga judicial de 19 anos e que terminava bem para o esporte que mais cresce no planeta.
O MMA havia sido proibido em Nova Iorque no ano de 1997 pelo então Governador Geroge Pataki, uma vez que o esporte não era seguro naqueles idos anos como hoje em dia.

Mas com a profissionalização da modalidade, mesmo políticos contrários ao MMA acabaram mudando de lado. Entre estes destacamos o Senador John Mc Cain ( falecido recentemente ), que havia desencadeado uma ‘cruzada’ contra o esporte nos anos 90 e foi o responsável pelo banimento do esporte em diversos estados norte-americanos.
Em seus últimos anos de vida, o republicano citava a segurança do esporte hoje em dia como principal razão da sua mudança de opinião.

A guerra contra outros legisladores para legalizar o MMA começou em 2007. Por oito anos, a emenda nem chegava a votação principal, já que era vetada nas preliminares.
Os irmãos Fertittas ( ainda donos do UFC ) incentivaram seus atletas a fazerem campanhas nas redes sociais durante todo esse período.
O UFC também gastou mais de R$ 7 milhões em ‘lobby’ para legalizar MMA em Nova Iorque, mas funcionou.

No dia da votação na Assembleia Legislativa de Nova Iorque, mais de 20 atletas do UFC estavam presentes, educando os legisladores, com Chris Weidman e Frankie Edgar sendo os principais interlocutores para legalizar o MMA no estado.
Naquela ocasião, Lorenzo Fertitta agradeceu aos políticos que ajudaram na aprovação da lei tanto os Democratas, quanto os Republicanos.
Scott Coker, presidente do Bellator, também se mostrava satisfeito e declarou que a legalização do MMA em Nova Iorque era um divisor de águas nesse incrível esporte.

Hoje, apenas dois anos após a ‘canetada’ do Governador Andrew Cuomo todos podem ver os benefícios econômicos que o MMA trouxe para o estado como um todo.
Nós que fazemos parte da comunidade mundial do MMA agradecemos aos políticos de mente aberta como o Governador Andrew Cuomo, o presidente ( da Câmara de Nova Iorque ) Heastie, o líder da maioria ( Joe ) Morelle e todos os membros da Assembleia – Democratas e Republicanos – que votaram essa lei.
Graças à vocês estamos felizes e radiantes e podemos, finalmente, sair ‘cantarolando’ o “tema para Nova Iorque”, eternizado na voz de Frank Sinatra : “New York, New York” …

*Texto do colaborador Oriosvaldo Costa. | Escrito em 21/12/2018

Miesha Tate, uma das maiores estrelas do MMA feminino lutou na estreia do UFC em Nova Iorque. O octógono do UFC 205 foi montado no Madison Square Garden ( Foto | Cortesia : Esther Lin, MMA Fighting ).
Anúncios

Oriosvaldo Costa | オリオスバルドコスタ

Oriosvaldo Costa “Mr. Kung Fu”. O primeiro muçulmano lutador de MMA do Brasil. 7 lutas : 3 vitórias, 3 derrotas, 1 No Contest.

Deixe uma resposta