Jan Kennedy entrevista nesta 2ª produtor Marcos Didonet

Ele é um geógrafo, um produtor de cinema e um dos diretores do Festival do Rio de janeiro, um dos mais prestigiados eventos da sétima arte na América Latina. Nos últimos 30, Marcos Didonet sempre aliado cultura, educação e meio ambiente em vários projetos de sua carreira.

Criador e diretor do Green Nation Fest, evento que busca a mobilização social por meio das causas ambientais que oferece às pessoas a oportunidade de experimentar de forma lúdica e interativa situações relacionadas com os problemas do planeta. Em uma entrevista a Jan Kennedy, Didonet fala sobre a indústria do cinema, dos projetos para a tela grande, a importância da consciência ambiental no país e a necessidade de buscar alternativas para um país tão dividido. Rosean Kennedy entrevista, o escritor e produtor Marcos Didonet – Divulgação/TV Brasil Didonet, também é sócia da Total Entertainment, que já levou às telas brasileiras com mais de dez filmes.

E os projetos não param por aí. Seus próximos lançamentos previstos são os filmes Crô em família, a sequela do grande sucesso de 2013, estrelado por Marcelo Serrado, Se eu fosse você, 3, e Assalto ao Banco Central 2. Todos foram um sucesso no cinema em versões anteriores. Sobre as críticas de que os filmes comerciais costumam receber, Didonet é enfático: “tem gente que critica um cinema comercial, mas essa pessoa que está fazendo, produzindo ou olhar’ filme de cabeça “talvez não saiba é que o’ filme da cabeça’ só existe porque tem um cinema comercial de financiamento. Porque você paga o imposto.

E o imposto do cinema comercial gera um fundo que financia o cinema independente. Há, então, uma conversacultural, financeira, logística.” Marcos diz que mede o sucesso de sua obra “quando as pessoas saem do cinema falando sobre o filme ou sobre a vida delas. E isso vai se estender no bar, no restaurante”. Segundo ele, quando isso acontece, é sinal de que o filme conseguiu tocar as pessoas e valeu a pena fazê-lo. Indústria “Porque fazer cinema não é fácil. As pessoas acham que se está na tela, está muito bom, mas não. São dois anos de produção. É a sua vida que se dedica a isso.

A captura não é fácil. A decisão de fazer um roteiro, pode ser que lá se acerta ou erra.” Didonet é crítico quando fala de que é necessário romper barreiras para a produção audiovisual no país. “A cadeia de cinema é isso: alguém produz, alguém distribui e alguém mostra.

No Brasil, esses três segmentos não se falavam. E, além de não falar, estavam os inimigos. É como se você fosse fazer um carro e considerar que o que oferece o pneu é seu inimigo.” Para o produtor, o cinema tem que ser entendido como a indústria, uma vez que gera emprego e o pagamento de vários impostos. “A importância disso é que também se trabalha com a transmissão de uma cultura. O Brasil é um país que tem que entender que, por meio do cinema, é possível internacionalização de muito mais”. Referindo-se à polarização política no Brasil de hoje, Didonet há uma advertência:

“A sociedade brasileira chegou a um grau de dicotomização insustentável. Muitas pessoas podem até ter vivido isso dentro de suas famílias. O que eu aprendi de famílias que brigaram e não se fala mais, porque um é o outro é o outro e pronto e acabou.

A gente chegou em um grau burro. Você não chega a lugar nenhum se não houver um recurso compartilhado, se não há resistência nesta perspectiva, de dizer o que queremos, enquanto que a nação, enquanto que no Brasil? Tem que descobrir caminhos.

A inteligência de buscar caminhos é quando você encontra uma nação que optou por trabalhar com a educação, que te faz crescer e desenvolver. São elementos importantes para que os problemas comecem a fluir, e todos se sintam participantes do processo. O que não pode é ter uma sociedade segregada, onde um pequeno grupo de acabe, ao comando ou dominar.”

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Leandro | レアンドロ・フェレイラ

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