Foto: Dida Sampaio/AE

Para governo, recuperação da economia se consolidou

BRASÍLIA – A terceira alta consecutiva do produto interno bruto (PIB) foi motivo de comemoração no governo, apesar do número modesto, de 0,1%. “O crescimento do PIB entre julho e setembro, de 0,1% ante o trimestre anterior, pode parecer baixo, mas é forte se analisado por setores. Sem a agricultura, que caiu por razões sazonais, o crescimento foi de 1,1%”, disse, por meio de sua conta no Twitter, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Ele destacou o desempenho da indústria, com uma alta de 0,8% na produção das fábricas. E citou que a indústria de transformação registrou um crescimento de 1,4% no período. “O investimento cresceu 1,6% no terceiro trimestre. Foi o primeiro resultado positivo após 15 trimestres seguidos de queda. O avanço mostra otimismo em relação ao futuro”.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, também usou o Twitter para comentar o resultado, e disse que a expansão do PIB em 2017 pode chegar a até 1%. A projeção oficial do governo para a alta neste ano ainda é de 0,5%. “Carry-over de 2017 está em 1% e sinaliza que o crescimento deste ano poderá ser de 1%”, destacou Oliveira, referindo-se à taxa de carregamento do PIB até setembro.

Para o ministro, o resultado do terceiro trimestre mostra que a recuperação da economia está consolidada. Ele citou o crescimento de 4,8% do consumo das famílias e de 6,7% do investimento, no dado anualizado.

DESEMPENHO POR SETOR NO 3º TRIMESTRE EM COMPARAÇÃO AO 2º TRIMESTRE

“Pela primeira vez após quatro anos, os dois principais componentes da demanda – o consumo das famílias e o investimento – registram crescimento positivo no mesmo trimestre”, ressaltou Oliveira. “O consumo das famílias registra também o terceiro trimestre consecutivo de alta, reflexo da recuperação do mercado de trabalho e da massa salarial, além das medidas de estímulo, como a liberação do FGTS.”

Ele ressaltou que a indústria da transformação, as exportações e o comércio também voltaram a crescer, o que significa uma expansão gradual e continuada desses setores. “O PIB do terceiro trimestre só não veio melhor porque as importações registraram forte crescimento, o que não deixa de ser boa notícia, pois isso confirma que a economia doméstica está mais aquecida”, avaliou.

Fonte: Estadão

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