Após quatro anos, Cirque du Soleil volta ao Brasil com espetáculo que celebra a força feminina

Os canadenses do Cirque du Soleil chegam a São Paulo com um espetáculo inédito no Brasil. Depois de ‘Corteo’, em 2013, é a vez de Amaluna. A estreia do trabalho foi em Montreal, em 2012. Desde então, ele já passou por 30 cidades de dez países – e foi visto por mais de 4 milhões de pessoas. Nele, o grupo mantém sua fórmula consagrada – criar superproduções de forte apelo visual. A seguir, confira detalhes e curiosidades sobre o novo espetáculo.

Foto: Cirque du Soleil

ONDE: Parque Villa-Lobos (2.482 lug.). Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2.001, Alto de Pinheiros, 2683- 6302.
QUANDO: Estreia 5ª (5). 3ª a 6ª, 21h (em datas esporádicas, sessões extras às 17h30); sáb., 17h30 e 21h; dom., 16h e 19h30. No dia 6/10, não haverá sessão. Até 17/12.
QUANTO: R$ 250/ R$ 450. 

CURIOSIDADES

– 46 artistas integram o trabalho. Somando com a equipe de produção, dá um total de 110 profissionais de 18 países.

– 90 caminhões são necessários para transportar cerca de 2 mil toneladas de equipamentos usados no show.

– 5 dias é o tempo que leva a montagem dessa estrutura. E, depois, são mais três dias para desfazer tudo.

ENTREVISTA: JAMES SANTOS
O diretor artístico de ‘Amaluna’ conversou com o Divirta-se sobre o show.

Como você acha que o público daqui vai receber o espetáculo? 
Eu imagino que ele será extremamente receptivo. Pelo que notei de brasileiros que já assistiram ao show, o público do País é muito emotivo. Sinto que as pessoas vão mostrar e expressar muito bem como estão se sentindo – e nós esperamos que a reação dos espectadores seja a melhor possível.

Como a temática do poder feminino é explorada?
Nós nos esforçamos para criar uma experiência única para os espectadores, que perdure por um tempo mais longo. ‘Amaluna’ representa as mudanças na sociedade em relação às mulheres de uma forma muito delicada. No show, a ideia é demonstrar respeito a elas e criar a melhor representação possível delas – da mesma forma como deve ocorrer na realidade. Como homem, eu acredito que nós
conseguimos fazer isso.

Você pode dar detalhes dos aspectos visuais do espetáculo?
‘Amaluna’ tem uma força incrível de cores, que ajudam a reproduzir toda a atmosfera da ilha em que é ambientada – o que é complementado pela música. É um espetáculo com o qual o público se sente muito conectado.

SOBRE O ENREDO

+ A trama se passa na ilha Amaluna, comandada por deusas. Ali, a rainha Prospera promove a cerimônia de passagem à vida adulta da filha Miranda. Após uma tempestade, um grupo de marinheiros chega à ilha. Um deles, Romeo, viverá um amor desafiador com a jovem.

Foto: Bianca Tatamiya

SOBRE OS NÚMEROS

+ Uma das deusas da trama, Moon Goddess surge montada em um aro e concede sua bênção a Miranda. A jovem está brincando em uma gigantesca taça de água e, enquanto toma consciência de seu corpo e de sua sexualidade, é contemplada por Romeo. Na sequência, o casal tenta se beijar pela primeira vez.

+ Meio lagarto, meio humano, Cali é uma das figuras que o casal precisa enfrentar. Ao capturar Romeo, ele comemora executando malabarismos com bolas que caem do céu. Tem também a Deusa Pavão, que, em meio a uma dança ritualística indonésia, surge disfarçada e faz Miranda refém.

+ O espetáculo busca exaltar a figura da mulher e passar uma mensagem de igualdade entre os sexos. Essa harmonia poderá ser vista em cenas como a do servo de Romeo, Papulya, e da babá de Miranda, Maïnha (vivida pela paulista Gabriela Argento), que começam a formar uma família. E também quando rapazes à deriva executam movimentos de ginástica clássica em sintonia com as amazonas da ilha.

SOBRE A PRODUÇÃO

+ A ideia da cenografia é criar um clima de imersão numa floresta. Semelhantes a bambus, as ramagens emolduram as ações. No palco, motivos inspirados em penas de pavão são uma referência à ave que acompanha Hera – deusa grega das mulheres, do casamento e da fertilidade.

+ A figurinista do show, Mérédith Caron, imaginou a ilha no Mediterrâneo – como um ponto de encontro entre oriente e ocidente. Versáteis (com partes removíveis, inclusive), os trajes unem o antigo e o moderno. Além disso, há referências que vão do período elisabetano à cultura escandinava.

Formada exclusivamente por mulheres, a banda que executa a trilha ao vivo aparece entrosada com o espetáculo. Com visual atual, remetendo às estrelas do rock, elas chegam a interagir com os acrobatas em cena. “A música combina muito com os números. E, conhecendo o show tão bem, as musicistas podem fazer cada detalhe brilhar no palco”, revela Mireille Marchal, percussionista canadense.

ELE É DAQUI

Um dos marinheiros da história, o acrobata mineiro Gabriel Christo integra o Cirque du Soleil há quase dez anos. Ainda criança, a vontade de “fazer um mortal” o levou às aulas de ginástica olímpica. Aos 18 anos, foi convocado para a seleção brasileira da modalidade.

E, numa competição no Canadá, chamou a atenção de um olheiro da companhia. De início, hesitou – mas, pouco tempo depois, já recebia treinamento intensivo de canto, dança, atuação e acrobacia na sede do grupo em Montreal. “É maravilhoso poder voltar para onde tudo começou; não existe público melhor do que o do Brasil”, comemora.

Fonte e créditos: Estadão

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